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as férias






A viagem de ida (e a de volta também) foi um FILME de terror. Birra, sem sesta, "mãããããããe quero colo", "mãããããe óóó mããããeeeee, quero sair", "mãããããeee, quero fazer xixi", "mããããeeee, quero fazer cocó". Bem, eu até punha aqui a lista de ordens e pedidos da minha criança, mas não vos quero maçar.
Digamos que foram longas horas para esquecer.
A viagem de ida, provavelmente correu desta maneira por causa da excitação. Andámos a falar em férias dias a fio, cheira-me que aquilo ficou a engrominar na cabecita dele e depois foi o excitex todo de uma vez a vir à tona.
Na viagem de volta, bem, só posso deduzir que estava com uma grande telha por voltar. Não o posso censurar.
Mas falando da parte boa, que felizmente durou muito, foram dias bons.
Não percebo a malta que se mete num vôo de 8 horas para fazer férias no Verão.
Gente, o nosso Verão é tão espetacular. Pronto, também é simpático dar uma volta por Ibiza, Menorca, Sardenha, Córsega e tal, mas na impossibilidade de o fazer, abram os olhos para a Costa Alentejana, Algarve, Gerês e por aí fora. 
Voltei a ficar perdida de amores pela Costa Alentejana. Sim, é possível encontrar praias quase desertas e lindas de morrer em pleno Agosto. E o pão?? E as amêijoas?? E o vinho branco português? E o queijo? E as minis? E o peixe grelhado? E é preciso dizer mais, que caneco?
Uma semana de sol, de gargalhadas da minha criança, de passeios inesquecíveis, comida boa (não subo à balança na próxima semana nem que me paguem), de cabelos soltos ao vento, de zero stress, de gente simpática, enfim, de tudo o que uma pessoa pode querer em férias.
Assim passámos uma semana pelo Alentejo em que tudo correu bem, mas tão bem, que fiquei certa de querer por lá passear muito mais vezes.
Volta onde foste feliz*.

Allgarve



Das férias trouxe uma unha negra do pé, depois de pontapear sem querer uma rocha na areia. Também houve tempo para uma constipação à maneira. E para finalizar, um grão de areia ou algo parecido que só hoje desalojou do meu olho esquerdo.
Mesmo assim foram as minhas férias a três preferidas de todo o sempre. É verdade, adoro viajar com os meus homens. À medida que batata-frita-pequena cresce, vou gostando cada vez mais da companhia. Está um personagem. Não sabemos se já serão efeitos da creche, mas de repente é um socialite, muito independente. Pois que quer descer as escadas (!), comer, pirar-se para parte incerta, tudo sozinho. Apanhou a mania de beijocar tudo o que é miúda, tendo caído de amores por uma inglesa de olhos azuis. Muitos abraços e brincadeiras com outros miúdos. Foi um fartote.
E o Algarve em Setembro, minha gente? Uma maravilha. Excepto que já não é Portugal. Algarve em Setembro é definitivamente Allgarve. Minado de ingleses. Por sinal simpáticos e bem-educadinhos.
O Algarve em Setembro é tudo aquilo que queremos: praias quentes e desertas, restaurantes vazios e calmaria.
Os ingleses sabem-na toda.

até daqui a 3 dias

E é assim. Ontem decidimos que precisávamos do sul. Então hoje é para lá que vamos.
É um até jázinho.

férias

Depois da saga da havaiana do super-homem e desse belo início de férias, partimos alegres e esperançosos por uns dias catitas, na companhia da nossa batata-frita-pequena, há lá coisa melhor que férias em família.
Suspeito que o Alentejo já foi a minha casa algures noutra encarnação ou que um dia virá a ser. Largava tudo por aquele pão, pelas praias, pelo pôr-do-sol, pelas casinhas brancas, pela calma e por um belo bronzeado.
Adiante.
Descobrimos que a porcaria das havaianas são muito giras, mas estão sempre a cair dos pés da batata-frita-pequena. Não é a batata-frita-pequena que é um nabiças a andar não senhor. E o tamanho está supimpa. É o elástico que não prende bem no calcanhar. Então todos os dias se perdia uma havaiana e todos os dias andávamos a ver onde tinha ficado. No último dia desistimos e ficou algures na areia da praia de Odeceixe.
Adiante outra vez.
Não há nada que me agrade mais, de verdade, que ver batata-frita-pequena de fralda ao léu, pé descalço e olhos verdes a brilhar, todo contente no Alentejo. Mas à noite minha gente. À noite... À noite dava cabo de nós. Ou foi a excitação daquele pequeno ser, ou foi do colchão, eu sei lá. Foi ali qualquer coisa que nos escapou. Foram noites do camandro, com batata-frita-pequena sempre a choramingar. Então batata-frita-pai toca de trazer a criatura para a nossa cama. Isto nunca é boa solução. Então porquê? Porque tem um sentido inverso na batata-frita-pequena. Não dorme. Fica maluco, danado para a brincadeira, a ensaiar cambalhotas para o circo, de preferência para cima da mãe. Sim, agora estamos na fase da mãe. Mas é a semana da batata-frita-pai (um dia explico o que é isto da semana), que achou por bem fazer assim, pois se não pode rifar batata-frita-pequena para a mãe, então fica ali encaixadito entre a entidade parental.
Durante o dia foi a alegria. Batata-frita-pequena nasceu para a praia. É brincar na areia, é correr, é atirar-se à água sem medos. Batata-frita-mãe vibra com isto, que orgulho a minha cria tão desenvolta, tão morenita.
Então quando já lhe estávamos a tomar o gosto, eu secretamente a imaginar-me de espiga no canto da boca e a comer pão alentejano todos os dias, toma lá para aprenderes, toca de vir para cima que agora é assim, a malta já não pode ficar de férias muito tempo. Ser chefe é uma coisa muito bonita, mas dá um trabalho do caneco.
Ai, férias.


a saga da havaiana do super-homem

Batata-frita-mãe comprou umas havaianas do super-homem à batata-frita-pequena. Batata-frita-mãe achou muita piada e ficou a nadar em baba por ver batata-frita-pequena tão lindo e bonito e veranil, todo jeitoso a andar e a chinelar.
Batata-frita-mãe e batata-frita-pequena foram tratar de uns assuntos antes de irem de férias. Foram, íam, pois no caminho de casa para o carro que ficou estacionado na rua uma havaiana perdeu-se. Batata-frita-mãe fica histérica e chateada que o raio das havaianas custaram os olhos da cara (sim, têm 1/3 do tamanho das de adulto mas não deixam de ter quase o mesmo preço) e eram mesmo giras e agora a seca que vai ser ir outra vez à porcaria do shopping comprar outras iguais e eu gostava era mesmo das do super-homem.
Paciência, a havaiana perdeu-se, olha, azar, compram-se outras que caraças. Toca de ir lá acima outra vez buscar outro calçado para batata-frita-pequena. Isto tudo com 11 kg nos braços que o carrinho ficou no carro da batata-frita-pai.
Já com outro calçado, e já no rés-do-chão e eu a arfar, chegamos ao carro e quer da cadeirinha para batata-frita-pequena? Ficou também no carro da batata-frita-pai que por um belo acaso pirou-se para o trabalho nesta linda manhã em que era suposto já estarmos todos de malas aviadas.
Então batata-frita-mãe e cria não vão a lado nenhum, deixam-se ficar em casa. Não há cadeirinha, paciência para os assuntos por resolver antes das férias.
Batata-frita-mãe não se dá por vencida e percorre a rua toda com 11 kg de batata-frita-pequena nos braços à procura da havaiana do super-homem perdida.
Batata-frita-mãe é a maior, batata-frita mãe encontra a havaiana perdida na rua!!
Que comecem as férias.