Ah o Verão!

Adoro.
Tão bom dar o jantar à criança e depois sair de casa para irmos andar no calçadão, ainda de dia.
Eu andei. Ele foi empurrado no carrinho.
Fui definitivamente feita para viver nos trópicos.

bater no fundo do poço é

... estar em modo agressivo à procura de qualquer coisa doce em casa e acabar a atacar as bolachas do meu filho :S

sabes que o teu filho já não é um bebé quando

- recusa ajuda para subir à sanita (é para isso que serve o degrau, pois)
- diz para saíres da casa-de-banho quando está a tratar da vida dele
- diz "Não sou pequeno, sou grande"
- faz xixi de pé, nos arbustos mais próximos
- recusa ajuda para subir/descer escadas
- quer comer sozinho
- já não há fraldas em casa
- já não levas mochila com a tralha toda atrás quando sais de casa
- passas por uma loja de puericultura e apercebes-te de que dali já não precisas de nada
- recusa cerelac e come dos teus cereais
- quer subir sozinho para a cadeira auto

(to be continued)


a cama nova

Na sexta-feira aproveitámos que chegámos todos a casa mais cedo e fizémos uma coisa há muito programada: desmontámos a cama de grades.
Explicámos que íamos dar a cama de grades aos bebés que precisavam dela e, rapidamente desmontámos o trambolho. 
Mudámos a cama nova para o sítio onde estava a antiga e assim de repente parece que o quarto aumentou de tamanho.
Na hora de dormir, começaram as perguntas "a cama?". Expliquei outra vez que démos a cama e que ele ía dormir na cama nova.
E lá foi o miúdo, sem dramas, dormir no novo ninho.
Foi uma noite descansada.
Não sei se foi da cama nova, mas na manhã seguinte acordou eram quase 10:00.

ter um gato


Obrigada a quem me deixou um comentário querido. É importante e reconfortante receber mensagens que não curam, mas são assim como um beijinho no coração.
A quem não entenda, ter um gato ou um outro qualquer animal de estimação durante 17 anos e lidar com a morte dele é como ver uma parte da nossa vida sumir-se. É mesmo assim, é família. É família que não fala, mas é como se falasse. São muitos anos de companhia, de colo, de muita coisa que não se explica, mas sente-se.
Agora ando assim, a entrar em casa e a dar por falta da presença dele. A tentar habituar-me à ideia de nunca mais o vêr. E a tentar lembrar-me só das coisas boas.

:´(

O nosso gato morreu hoje.
Descobri que o verdadeiro drama não é para o meu filho, que só tem 2 anos e que não tarda, esquece-se.
É em mim que fica gravado. É para mim que está a ser difícil.
:(

=^^=

Estou muito triste. 
O meu gato ficou internado ontem. Andava muito apático e magrinho. Não quis comer nada ontem, por isso levei-o ao médico veterinário. 
Tem uma infecção nos pulmões, ainda não se sabe bem o que provocou. Por isto ficou internado, porque estava desidratado e para fazer mais exames. 
É uma chatice, é o que vos digo. Ter animais, gostar genuinamente deles e depois passar por isto. 
Tem 17 anos. Esteve comigo durante a minha adolescência e parte da minha vida adulta. Toda a gente o conhece. Toda a gente sabe que é o gato mais doce e chill out do mundo. 
Batata-frita-pequena adora-o. Este é outro drama. 
Ontem percebeu que levei o gato e ficou muito alerta e preocupado. Quando voltei, a primeira coisa que me perguntou foi "o gato?". Disse-lhe que foi para o hotel dos gatos (porque associa os hotéis a férias e divertimento) e que vai lá ficar de férias por uns dias. Mas cheira-me que o miúdo não é parvo nenhum e já me topou. 
O que dizer a uma criança neste caso? E mais, acontecendo o pior, como explicar a um miúdo de 2 anos a morte? Ou o melhor é mesmo não explicar? Dias tristes :(