Hoje foi a primeira vez que experimentei levar a nossa cria à consulta do obstetra. Fomos os dois mais cedo, o pai foi ter connosco.
Fomos ao piso da maternidade. Vimos o berçário e os bebés (ternura ternura). Vimos a máquina onde ficou algumas horas quando nasceu por causa da icterícia. Mostrei-lhe as camas onde ficam os bebés quando nascem e onde eu vou ficar quando a nossa mais nova nascer.
Comprámos um livro do Ruca e, enquanto esperámos pela chamada da enfermeira, lemos a história.
Pesei-me e ele também. 2 Kg a mais para mim desde a última vez e 15 Kg para ele.
O pai chegou e brincaram enquanto esperávamos pela chamada do médico.
E depois foi a consulta mais gira com um olhos nos olhos, 3 anos depois, entre o médico que o viu nascer e o nosso miúdo.
Um aperto de mão e sorrisos tímidos celebraram o encontro.
O bater de coração da irmã e mais sorrisos.
"Já está na recta final", "não se importe com a hora que fôr, ligue-me se entrar em trabalho de parto", foram frases que trouxe comigo.
Quase 34 semanas ♥

mais diálogos

Aproveitando o facto de a consulta com o obstetra calhar hoje em que está tudo de férias - e com a boa fé de que iria ser uma consulta rápida - perguntámos à nossa criança se queria ir connosco, conhecer o homem que o pôs no mundo e ainda ouvir o coração da irmã.

"Sim!! Quero! E depois vais fazer FORÇAAAA!!!"

Tudo graças a este livro.
Está um bocado adiantado, expliquei-lhe que ainda não vou fazer força, mas é bom saber que anda informado sobre o processo :D

"mãe, a mana vai sair por onde?"

Oiiii???
Não sendo eu uma púdica, fiquei assim a modos que em transe com esta pergunta.
Primeiro, por não estar à espera que o meu filho de 3 anos se saísse já com uma pérola destas. E depois, porque eu nunca imaginei ter de responder a isto.
Já pensei no que dizer quando me perguntar como se fazem os bebés. Já pensei numa data de respostas a uma série de perguntas delicadas.
Mas esta pá. Esta nunca me tinha lembrado.
Como uma cara amiga me disse, "a verdade sempre". É este o meu lema. Primeiro porque (e isto serve para tudo) a mentira vem SEMPRE ao de cima. E depois porque... mentir é simplesmente estúpido.
Mas, voltando à pergunta da minha criança, fiquei bloqueada. E desconversei.
Ok, juro, juro que se voltar à carga - que há-de voltar de certeza - digo a verdade.
Dentro dos limites possíveis para a idade.

ir

Um fim-de-semana em estado mega-pançudo, só com amigas do coração, longe de Lisboa.
Sem pressas ou coisas programadas. Ordem para conversar, beber chá e passear com a ajuda do sol que foi aparecendo.
Os homens ficaram em casa e eu fui passear-me com as minhas raparigas. As crescidas e a que trago na barriga.
Devia ser obrigatório para toda a gente, passear assim de vez em quando, mesmo para quem não tem vontade de largar o ninho.
Faz bem à alma e o regresso é outra parte boa da viagem.

discriminação maternal

Tenho perdido a cabeça (e euros) com roupas para a minha rapariga.
Tenho muita coisa emprestada para recém nascido, por isso perco a cabeça com peças a partir dos 3 meses até aos 2 anos. E é a loucura, como eu já previa. O mundo feminino é do caraças, desde que somos pequenas.
Nisto, há alguém que quase nunca tem nada novo. Esse alguém é o meu mais velho. Primeiro porque tem muita coisa dos primos e depois porque, vergonhosamente, eu não gramo comprar roupa para rapaz!!! Nunca apreciei, claro que quando é meeeesmo preciso alguma coisa vou comprar, e tento comprar coisas que eu goste (a H&M tem sempre as coisas mais giras para rapaz), mas não me inspira.
Por esta altura, na minha primeira gravidez, o meu crianço tinha uma gaveta mais ou menos composta. Esta rapariga já vai com quase três.
Sou uma vergonha, eu sei. Mas gajas são gajas.


encontrei a explicação científica para este temporal

S. Pedro está grávido e a ver a "Páginas da Vida".

a derradeira

E lá viémos da derradeira ecografia.
É sempre uma sensação estranha, quando o médico se despede de nós e deseja "felicidades". É assim, agora és atirada aos lobos, toma.
Foi a eco mais rápida até agora, em que vislumbrámos uma rapariga muito composta e, ao que parece, comprida. Com 2,080 Kg (medo) e ali um pormenor nas feições que encontrámos, idêntico ao irmão.
Igual a si própria, chutava nada delicadamente, de cada vez que sentia a maquineta em cima da minha barriga.
"Já está virada de cabeça para baixo", olha a novidade! Como se eu já não tivesse sentido os calcanhares espetados cá em cima!
Foi uma espécie de matar saudades da nossa rapariga que já não víamos desde a eco de Janeiro. Encontrei-a tão maior, tão definida e já bebé. Que vontade de a beijocar.
Agora está ali a ganhar bochechas.
E a chutar. Ai.