decisões masoquistas

Qual é a coisa mais masoquista que se pode fazer depois de uma noite em branco (cortesia da minha querida filha)?
É ir à depilação.

deles

dele:
- Faz uma asneira qualquer, vira-se para mim e diz "catastrophe!!" (esta é só para quem vê o Gaspar e Lisa...). Juro. De ir às lágrimas...
- Viu-me, aqui há uns dias, com um ar acabadíssimo e deu-me um beijinho na mão 

dela:
- Mas quem é que disse que os meninos é que projectam grandes mijadelas para cima de quem muda a fralda? Nunca, jamé em tempo algum, o meu crianço me fez o que esta rapariga me faz. Quase todas as vezes que lhe mudo a fralda é mijadela tipo chafariz.
- Acha que é fixe mamar de 1 em 1 hora. Então à noite ui ui. Parece que é mais fixe ainda.

polícia de trânsito

No carro ele diz-me: Ouve lá mãe, porque passaste tão rápido no sinal amarelo?!?

nós

Eu
Fico em êxtase quando consigo dormir 3 horas seguidas.
Fiquei espantada com o meu pós-parto em tempo record (estou com fogo no rabo para recomeçar as corridas).
Ando feliz com a nova cria. Gosto muito mais dela agora cá fora.
Deparei-me com uma realidade nunca antes conseguida: estamos a dominar a amamentação.
Não sinto o medo da primeira vez. Acho que é verdade que ao segundo filho a malta fica mais calma.
Eu e ela temos uma sintonia, é difícil explicar.

Ela
Tem uma vida jeitosa. Dorme o dia tooooodo, mas adora rambóia no início da noite. Acalma-se aí pelas 4:00 e depois dorme dorme dorme. Isto seria bom se eu não tivesse outra criança a acordar às 8:00.
É rapariga de alimento. Nos primeiros 7 dias ganhou 300 gramas. Perguntou o pediatra depois de a pesar "Diga lá qual é o restaurante onde ela vai".
É muitíssimo boneca. Nasceu pequenina mas com tudo no sítio.

Ele
Adora-a de paixão. É beijinhos, festinhas a toda a hora. Adora ver o banho dela e deixo-o participar na medida do possível.
Mas connosco... estica a corda para tudo. Para lavar os dentes, para ir dormir, para vir para a mesa comer, para se vestir, para TUDO. É uma ginástica mental do caraças, ter de lidar com isto sem nos passarmos. Ainda mais com o festival hormonal que vai para aqui para dentro de mim.
Ultimamente tem estado melhor, mas ainda assim continua a fazer muita birra.

diálogos

Eu: Querido, andas triste? Sentes que a mãe e o pai não te dão atenção?
Ele: (suspiro) Não mãe... Eu não tenho ciúmes da mana...

num belo dia de Maio

E num belo dia de Maio entrei em trabalho de parto.
Foi o trabalho de parto mais rápido da história e foi o parto que todas queremos. Fácil, num tirinho, sem dor mas a sentir tudo o que estava a acontecer. Juro que não podia pedir mais nada.
Ela é uma boneca, perfeita perfeita. Pequenina, tal como o irmão. São fotocópias. Nasceram com o mesmo peso e comprimento. Olho para as fotos de um e de outro dos primeiros dias e parecem gémeos. Vê-se que vieram da mesma fábrica.
Para já come e dorme, mas suspeito que todos os recém-nascidos são assim nos primeiros dias de vida.
Quando nasceu, formou-se literalmente uma aura mágica à nossa volta. Olhei para ela, cheirei-a, abracei-a e disse-lhe "olá, finalmente".
O irmão adora-a de paixão. Beijinhos, festinhas. Mas... anda a fazer-nos a vida negra. Regressão e birras. Como alguém me disse, acontece com todos os irmãos mais velhos, uns mais cedo, outros mais tarde. A minha esperança é que passe rápido, que a malta precisa de sossego.
Uma pessoa anda cansada, que anda, mas feliz.