hoje

Ontem adormeci a más horas.
Acordo às 2:00 porque ela quer mamar.
Acordo às 4:00, com batata-frita-pequena a chamar aos gritos MÃEE MÃEEEEE!!!
Fui a correr "o que foi, o que foi??" e a personagem responde "dá-me uma fralda". E foi isto. Voltei para a cama a dizer mal da vida.
Acordo às 6:00 porque ela quer mamar.
Acordo às 8:00 porque o despertador toca e porque é dia de vacina dela.
Engulo uma espécie de pequeno-almoço, acordo-a, dou de mamar outra vez e levo-a para o centro de saúde.
Ninguém chama pelo nome dela, por isso vou falar com a enfermeira que me diz "ela estava marcada para as 9:10". "Desculpe, mas aqui na folha diz 9:50, quer ver?". Então abro a folha e vejo 9:10.
Faço um sorriso amarelo e peço desculpa.
Depois da vacina levo-a para casa e deito-a. Ela dorme duas horas. Eu deito-me na minha cama, fecho os olhos e penso "ah que fixe. Vou dormir". Viro-me para um lado, viro-me para o outro.
Não consigo dormir. E então invejo-a no seu sono profundo. A ela e ao senhor meu marido que adormece sempre em 30 segundos.

em modo "mexes o rabo ou levas"

As férias são um excelente pretexto para baldanço ao treino, é um facto.
É aquela altura do ano em que se pode ser preguiçosa sem, no entanto, passar por tal.
Uma pessoa bem que quer ser certinha e fazer exercício, mas as férias... o que é que se há-de fazer?! Tooooda a gente sabe que durante as férias é dificílimo treinar, está fora de questão, pois.
Adiante, como se não bastasse não andar a treinar, também emborquei bolas de berlim, gelados e outras coisas espetacularmente gordurosas e calóricas.
Nem subi à balança, tal é o medo. Apesar de tanta balda, pensei sempre "quando voltares vais dar o litro, vais sofrer, vais vais".
E hoje lá voltei.
Tenho a certeza que o PT sádico preparou tudo ao pormenor para o sofrimento desta aqui.
Toda eu suei e tremi. Foi uma odisseia de dor.
Como se não bastasse, ainda passou uma avozinha por nós (treino sempre ao ar livre) a rir e a parar para observar. A minha vontade era obrigá-la a fazer o mesmo que eu, mas enfim, concentrei-me e fiz como quando se faz um discurso para uma plateia. Não, não imaginei ninguém nu. Foquei-me num ponto qualquer e continuei.
É assim. Segundo o querido PT, amanhã não me vou mexer. Disse-me isto a sorrir.
Mal posso esperar.

diálogos das férias

"Mãe, sabias que as laranjas vêm da lanjaria?".

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Peço-lhe para se agarrar ao corrimão para descer umas escadas.
Ele, com ar condescendente: "Mãe... já sou muito crescido para isso".

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Prestes a ir de férias, acabamos de carregar o carro com a casa tralha toda.
Por último, pomos o ovo com a irmã no carro.
Ele: "E quem é que me põe a mim na cadeira?".
Nós: ...
Ele: "Estou à esperaaaaa!".

as férias

Ela está cada vez mais gorda e comprida. Mama muito mais vezes por causa do calor.
Ele está mais magrinho. Não pára quieto.
Ela olha para ele e ri das palhaçadas que ele faz.
Ele vibrou quando molhei as pernas da irmã na piscina.
Se alguém se aproxima não desampara a loja. Fica a guardar o tesouro.
Ela cresceu nas suas habilidades. Aprendeu a virar-se de barriga para baixo. Palra muito. Aprendeu a gritar (yay...).
Ele ficou expert em mergulhos e, acompanhado de amigos e primos, não nos ligou nenhuma.

Agosto era suposto ser um mês sossegado, mas fartámo-nos de passear para norte e para sul.
A logística de viajar com um bebé é uma ginástica. Dispenso fazer malas. Mas, ao segundo filho e com uma bagageira que não dá para muito, chego à conclusão que o melhor é viajar com o mínimo.
O saldo é imensamente positivo, apesar de estar a precisar de férias das férias.
E o que importa, no fundo, é um dia olhar para trás, para as fotografias. São as memórias que ficam.
Isto se sobreviver algum neurónio :D

ai a crueldade infantil...

Ao ver batata-frita-pai a preparar-se para ir correr na passadeira, filho querido diz:
Vais correr para perder a barriga, pai?

férias outra vez

Desta vez - está bem que são poucos dias - arrisco levar apenas o essencial.
Não vou levar a casa às costas e para ela levo um pequeno (é mesmo pequeno) montinho de roupa fresquinha e fraldas. Para ele a mala pequena habitual (um viva aos 3 anos, a idade descomplicada).
Para mim, o essencial do essencial. Para batata-frita-pai... ele faz a mala dele, que eu já tenho sarna suficiente para me coçar.
Era mesmo bom que a nossa rapariga caísse na cama à noite para só acordar de manhã.
Tooodas as noites faz uma espécie de luta livre para adormecer. Luta com a chucha, com a fralda, com ela própria e com alguém que se aproxime. Dá medo, juro. Fica mais ou menos uma hora nisto. Quando é que se vai convencer que dormir é uma coisa espetacular?
Enfim, será uma festa, por certo, os quatro num quarto de hotel.
Então, até ao nosso regresso.

em modo "mexes o rabo ou levas"

Ontem a ordem era "uma hora de treino de corrida".
Eu gosto de correr, por isso estava com fé. Tinha quase a certeza que algures nessa hora ía atirar-me pelo menos uma vez ao chão (ou à relva) e assim foi... três vezes.
Que looser. Ando a treinar há 3 meses e não aguento uma boa corrida. Tudo bem que o que eu faço é acima de tudo treino localizado, mas esperava ter mais resistência.
Durante essa hora corri alternando com marcha. E sei que corri porque o PT sádico não me deixou parar. Eta homem resistentxi!
Gostava de ser mais competitiva e menos queixinhas. Nunca dar o braço a torcer e correr para além do limite. Mas sou uma nódoa da corrida, está visto.
Resta-me dar corda aos sapatos mais vezes, que eu quero ser uma cota enxuta. Quero, aos 60 anos, correr com os meus filhos. De calção e top justinhos :D