Sou eu!
Tenho uma baby gira nas horas e simpática, mas quando é para comer, o caso muda de figura. Vira bicho.
Já experimentei colher de silicone, de plástico e as de chá. Já experimentei batata doce, cenoura, abóbora e o raio.
A miúda não quer comer. Fecha a boca com força. Empurra com a língua. Sopra para não engolir.
No início começámos mais ou menos, ainda ía comendo alguma coisa. Agora uniu-se ao sindicato dos bebés que não comem e faz-me a vida negra.
Em média demoro uma hora para lhe dar o almoço ou jantar. Mas também já demorei uma hora e meia. Ah! E uma vez demorei duas horas.
Espetacular.
A única coisa que passa com distinção é o leite.
E eu? Eu já estive na fase passiva em que não insistia muito. Mas depois pensei olhamesta que já faz o que quer. Se não assumo a liderança passa ela a mandar em mim.
A modos que é isto. Uma espécie de duelo, todos os dias às 11:30 e às 18:30.
dilemas com muito nível
Decidi comprar uma garrafa de Moet Chandon para ter no frigorífico.
Para abrir quando a nossa rapariga dormir uma noite inteira sem nos melgar.
Claro que corro o risco da garrafa sair do prazo. E aí lá se foi uma fortuna para o galheto.
Se calhar não compro.
Compro antes uma vela para acender em sinal de agradecimento.
Os meus dilemas têm nível.
Para abrir quando a nossa rapariga dormir uma noite inteira sem nos melgar.
Claro que corro o risco da garrafa sair do prazo. E aí lá se foi uma fortuna para o galheto.
Se calhar não compro.
Compro antes uma vela para acender em sinal de agradecimento.
Os meus dilemas têm nível.
diálogos
Batata-frita-pai dá de caras com uma asneira.
Olha para o nosso crianço e diz "isto tem mão tua!".
Batata-frita-pequena, indignado, levanta as mãos e diz "ai não tem não! Vês?!".
Olha para o nosso crianço e diz "isto tem mão tua!".
Batata-frita-pequena, indignado, levanta as mãos e diz "ai não tem não! Vês?!".
um copo de tinto
Eu, apreciadora de uma boa vinhaça, fiquei em êxtase quando o pediatra liberou um copinho ao jantar, agora que já não sou vaca leiteira a tempo inteiro, apenas em part-time.
Mas, disse-me ele, "não é para apanhar uma carraspana, é um copo e dos pequenos". Enfim, uma pessoa não percebe porque raio ele diz isto. Se calhar topou-me ao longe ou então alguém lhe contou sobre as minhas (longínquas) noites em que me abraçava a uma garrafa de bom tinto e a dividia com o meu homem.
Adiante, ontem, para celebrar o acontecimento, abrimos uma garrafa de vinho.
Batata-frita-pai foi de propósito comprar e tudo. Ele é outro que nunca diz que não a um tinto.
Mesmo que quisesse beber mais do que um copo acho que não conseguiria. O mais provável seria ficar em coma alcoólico que isto de estar em abstinência há mais de um ano é quase como ser virgem de álcool outra vez.
Soube-me muito bem e veio em boa hora que isto do frio com um copo de tinto é do melhor que há.
Mas, disse-me ele, "não é para apanhar uma carraspana, é um copo e dos pequenos". Enfim, uma pessoa não percebe porque raio ele diz isto. Se calhar topou-me ao longe ou então alguém lhe contou sobre as minhas (longínquas) noites em que me abraçava a uma garrafa de bom tinto e a dividia com o meu homem.
Adiante, ontem, para celebrar o acontecimento, abrimos uma garrafa de vinho.
Batata-frita-pai foi de propósito comprar e tudo. Ele é outro que nunca diz que não a um tinto.
Mesmo que quisesse beber mais do que um copo acho que não conseguiria. O mais provável seria ficar em coma alcoólico que isto de estar em abstinência há mais de um ano é quase como ser virgem de álcool outra vez.
Soube-me muito bem e veio em boa hora que isto do frio com um copo de tinto é do melhor que há.
6 meses
E assim de repente passou meio ano desde que pus os olhos na minha rapariga.
Lembro-me como se fosse ontem das águas a rebentarem, das contracções maléficas (não há dor física maior neste mundo, não há!), do trabalho de parto rápido, do deslumbre, da magia. De ela nascer, de olhar para ela e dizer "tão pequenina!". De pensar "até que enfim nos encontramos".
Continua igual ao irmão, são os meus gémeos.
Continua simpática. Adora fazer charme para toda a gente, em especial para o irmão. O mano é uma espécie de santidade. Ele passa e ela arrebita. Dá gargalhadas só de o ver. É uma paixão.
Não é muito comilona. Vai comendo, mas acho que por ela continuava a mamar sem sopas ou papas.
Gosta de ficar sentada na cadeira de refeição a olhar pela janela.
Está sempre a virar-se de barriga para baixo e tenta rastejar para agarrar num brinquedo. Fica muito hirta de pescoço levantado, apoiada nos braços.
Fica largos minutos a estudar um brinquedo. Olha, mexe, adora etiquetas. Passa de uma mão para a outra e tudo outra vez.
Sorri sempre para a foto, sem eu dizer nada (gajas...).
A maior luta continua a ser as noites. Não há nada que mude isto. Estamos a implementar um novo método. Se resultar, eu conto. Se não resultar, acho que vou pirar.
Há dias menos bons em que eu penso "no que eu me fui meter". Mas no final do dia adoro o meu casalinho piroso, sou muito vaidosa com as minhas crias. Adoro andar de mão dada com o mais velho e vou adorar um dia andar com um em cada mão.
Lembro-me como se fosse ontem das águas a rebentarem, das contracções maléficas (não há dor física maior neste mundo, não há!), do trabalho de parto rápido, do deslumbre, da magia. De ela nascer, de olhar para ela e dizer "tão pequenina!". De pensar "até que enfim nos encontramos".
Continua igual ao irmão, são os meus gémeos.
Continua simpática. Adora fazer charme para toda a gente, em especial para o irmão. O mano é uma espécie de santidade. Ele passa e ela arrebita. Dá gargalhadas só de o ver. É uma paixão.
Não é muito comilona. Vai comendo, mas acho que por ela continuava a mamar sem sopas ou papas.
Gosta de ficar sentada na cadeira de refeição a olhar pela janela.
Está sempre a virar-se de barriga para baixo e tenta rastejar para agarrar num brinquedo. Fica muito hirta de pescoço levantado, apoiada nos braços.
Fica largos minutos a estudar um brinquedo. Olha, mexe, adora etiquetas. Passa de uma mão para a outra e tudo outra vez.
Sorri sempre para a foto, sem eu dizer nada (gajas...).
A maior luta continua a ser as noites. Não há nada que mude isto. Estamos a implementar um novo método. Se resultar, eu conto. Se não resultar, acho que vou pirar.
Há dias menos bons em que eu penso "no que eu me fui meter". Mas no final do dia adoro o meu casalinho piroso, sou muito vaidosa com as minhas crias. Adoro andar de mão dada com o mais velho e vou adorar um dia andar com um em cada mão.
eles
Ele
A meio de um raspanete, faz sorriso pepsodent e abraça-se a mim.
Tento conter o riso e continuo a ralhar.
Ele abraça-se outra vez a mim. E outra vez e outra vez.
É tramado quando eles descobrem a manipulação.
Ela
Passa a vida a virar-se de barriga para baixo. E a tentar agarrar coisas que estão à frente dela.
É outra novidade recente: agarrar, estudar e passar de uma mão para a outra.
Está bastante constipada e é uma seca ter um bebé tão pequeno doente.
A meio de um raspanete, faz sorriso pepsodent e abraça-se a mim.
Tento conter o riso e continuo a ralhar.
Ele abraça-se outra vez a mim. E outra vez e outra vez.
É tramado quando eles descobrem a manipulação.
Ela
Passa a vida a virar-se de barriga para baixo. E a tentar agarrar coisas que estão à frente dela.
É outra novidade recente: agarrar, estudar e passar de uma mão para a outra.
Está bastante constipada e é uma seca ter um bebé tão pequeno doente.
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