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voltei ao trabalho

Apetece-me dar dentadas a toda a gente.
Morro de saudades da minha rapariga.
Tenho remorsos porque vou buscar batata-frita-pequena mais tarde do que o normal.
Corro e não chego a lado nenhum.
Tudo a correr normalmente, portanto.

ovelha azul

Hoje fui novamente interrogada sobre a mudança profissional que a minha vida teve de há 1 ano e meio para cá. Que "é muito diferente e que tiveste de abdicar de um sonho e não tem nada a ver o que fazes agora".
Porque é que toda a gente assume sempre que uma pessoa só pode ter uma vocação e que se não exerce dentro da sua área de formação é infeliz?
Eu finalmente percebi, após anos e anos de incertezas, que sou feliz a fazer coisas diferentes. Que não nasci para ser uma ovelha branca, sempre atrás do mesmo pastor. 
E o mais engraçado é que aprendi muito. Tanto. Sobre mim e sobre os outros. E adoro o que faço e a minha vida. Nunca me senti tão preenchida.
No fim, o que é que realmente importa?

batata piegas

Hoje lá consegui vir para casa a horas decentes, ou seja, com o sol ainda a meia haste. Por isso ainda apanhei a minha cria acordada. Foi a loucura. Eu já andava de lágrima no canto do olho de tanta saudade, por isso tratei de lhe dar 75346 beijos e uns quantos mais abraços. Para quem não sabe, eu não sou dada a estas coisas mas com a minha criança, ui. É só mel.
Então tivémos tempo para brincar aos comboios. Ele ajudou-me a fazer a sopa e ainda consegui fazer a marmita para amanhã: massa penne com tomate cherry, manjericão, queijo parmesão e salmão fumado.
Portanto, para amanhã tenho almoço que se come com talheres, o que não é nada mau.
E ainda enchi o coração. Estou uma piegas do pior.
Batata-frita-pai ainda não deu à costa, coitado. Esperemos que no fim-de-semana haja tempo e amor para todos.

coisas espetaculares que descobri

O stress pode causar: borbulhas vindas do nada. Torcicolos só por causa da pressão e da contracção dos músculos. Sistema imunitário 1000 vezes mais susceptível. Cabelo oleoso.
É fascinante descobrir estas coisas, mas eu dispensava tanta informação.

enferrujada mas feliz

Hoje amanheci como um boneco de lata enferrujado, tudo graças à aulinha de total condicionamento.
Então toma lá vai buscar: trabalhinho e stress elevado ao máximo até às 22:30. Com muitas corridas pelo meio, que é algo espetacular para quem está com o esqueleto em frangalhos.
Adiante, a nossa vida profissional está a dar uma volta significativa e positiva e embora queixando-me de todos os milímetros do meu corpo, agradeço por tanto trabalho. 
Nos dias que correm é levantar as mãozinhas para o céu e agradecer muito.
E agora vou repousar. Inté.

sai uma noite bem dormida para a mesa do canto

Ando a arrastar-me pelos cantos, a semana que passou foi muito cansativa. Eu não trabalho uma imensidão de horas seguidas, mas as que trabalho (cerca de 7 horas por dia) podem ser muito muito stressantes. Foi mais ou menos assim a semana que passou.
A juntar à festa, batata-frita-pequena lembrou-se agora de acordar durante a noite. Porquê eu não sei, mas gostava muito de saber. Acorda sempre a chamar por mim e a choramingar. Numa noite acordou quatro vezes. Na outra a seguir acordou duas. Ontem acordou uma. Resta-me ter a esperança que hoje não vá acordar de todo.
Eu sou daquelas pessoas que acordando a meio da noite, primeiro que adormeça outra vez demora uma eternidade. Não, a maternidade não mudou isto em mim. Eu não desligo automaticamente, é uma cena que sempre me disseram que eu ía aprender inevitavelmente depois de ser mãe (??), mas é coisa que continua a não me assistir.
E já agora, era uma noite bem dormida, aí umas 8 horas de seguida para a mesa do canto, se faz favor.

7:00 - 19:00

Hoje fiz uma maratona das 7:00 às 19:00. Não, não foi a correr. Isso é que era bom. Foi mesmo a trabalhar. Espetacular. Tenho o cérebro feito em água. Ou o que restou dele.
Saí de casa ainda sem sol e saí do trabalho já de noite.
Não obstante, estou contente por termos as mãos ocupadas, eu e batata-frita-pai.
Há dias em que fico mais acesa, não é fácil trabalhar com a cara-metade. Mas hoje dei duas boas gargalhadas. Uma por causa dele.
Agora aguardo que chegue a casa. Se os meus olhos se aguentarem abertos.

1 ano

Há precisamente 1 ano a nossa vida deu uma grande volta. Foi uma grande aposta num projecto que hoje em dia é o que nos move.
Não foi fácil o início. Batata-frita-pai quase não dormia nem comia, durante muito tempo ficámos sem tempo para nós. Mas aos poucos o nosso projecto cresceu e hoje anda sozinho a todo o gás. É um orgulho.
Temos uma equipa coesa e porreira. Há chatices, mas também há momentos de risota geral.
Que venham muitos mais anos, sempre a somar!
Parabéns a nós.

amor amor, negócios à parte?

Um dia decidi com a Sofia fazermos um post sobre trabalhar com a cara-metade, já que é o que se passa por lá e por aqui também.
Há quase 1 belo ano o meu homem empreendedor criou um negócio que nos mudou a vida. Exigiu muito de nós no início. A ele roubou-lhe noites de sono, tirou-lhe kilos do corpo, deixou-o cansado até à exaustão. A mim deixou-me quase tipo mãe solteira. De repente passei fazer tudo sozinha. Deixámos de fazer programas juntos, tal era a escravidão. Entre a compreensão, o apoio, o desespero e o cansaço ganhou o equilíbrio. Pois que posso garantir isto, já que não nos matámos um ao outro nessa primeira fase. Foi muito duro, mas hoje sei que valeu a pena.
Hoje, felizmente, as coisas acalmaram e evoluíram no bom sentido. Faço parte do projecto desde o início, quando ainda éramos 3 gatos pingados no meio de um oceano que era o nosso armazém vazio de muitos metros quadrados. O negócio cresceu e hoje felizmente temos uma equipa profissional e porreira, que torna os nossos dias mais divertidos, que isto de trabalhar sem divertimento é uma seca.
E nós os dois? Pois que sempre pensei que um dia que trabalhássemos juntos não íamos aguentar 1 semana, que nos íamos esganar um ao outro e ficar divorciados para sempre. Somos muito diferentes em tudo. Eu sou a organizada, a metódica, a picuinhas. Ele é o caos, um relações públicas, um lunático com ideias parvas e outras espetaculares todo o santo dia. Às vezes é desesperante viver com alguém que pensa a 300 Km à hora, mas a maior parte das vezes é divertido.
Claro que uma pessoa assim não pára quieta nem no cérebro, nem na cadeira do escritório. Por isso nem sempre divide o espaço de trabalho comigo. Eu estou sempre lá, de olho em tudo e a ser organizada, metódica, picuinhas e a cumprir um horário. Ele anda à velocidade do pensamento dele e está presente algumas horas. Nessas horas trocamos ideias. Umas mais acesas que outras, mas nunca pegámos fogo. Eu exalto-me muitas vezes, mas ele tem a sensibilidade e a paciência de contornar a coisa. Outras vezes eu sou tolerante e sei que quem tem a última palavra é ele. Cá nos vamos entendendo e, para minha surpresa, isto tem funcionado e completamo-nos no trabalho e em casa.
Para o ano cá estaremos para nova análise, esperemos!!

também quero falar da greve

Hoje fiz greve. Quer dizer, fiz férias. Eu honestamente não queria, mas a puta da greve levou-nos os clientes todos, de modo que vi-me obrigada a parar de ajudar a economia deste país a recuperar.
Ontem à noite deixámos batata-frita-pequena a dormir fora, porque a pessoa que o vai buscar todos os dias à creche hoje não tinha como o fazer, porque não havia transportes para chegar até casa da família batata-frita. Maneiras que se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé e deixámo-lo com essa mesma pessoa de véspera, para não nos lixarmos no trânsito de manhã.
De manhã supostamente íamos trabalhar. Supostamente, porque afinal não houve clientes para ninguém e não íamos lá fazer nada. Não fui à manif, porque o motivo desta greve é coisa que não me assiste. Fomos antes caminhar junto ao mar, almoçar também junto ao mar e comprar umas roupas invernosas para a nossa cria. É verdade, passámos tempo de qualidade juntos. Namorámos e fomos imensamente saudáveis na nossa caminhada de 1 hora, mas honestamente posso fazer isto ao fim-de-semana. A uma quinta-feira prefiro ganhar € para comer, vestir-me, viajar quando quiser, pagar salários no final do mês, olha e quem sabe até fazer parte daquelas empresas com capital 100% português que olha, estão a crescer a olhos vistos mesmo com a merda desta crise.
Piquete de greve?? Havia de me aparecer um à frente. Enfiava-lhe um cartaz pelas narinas.

Adoro ser anónima e ter um blog onde posso praguejar à vontade.

não tenho a culpa

Eu vinha trabalhar hoje com boa fé, disposta a ter um dia saudável. Para o almoço trouxe uma sopa de bróculos e alho francês e uma sandes de pão de centeio com queijo fresco, tomate e manjericão.
Mas eis quando o caro colega me abana um milka de chocolate e diz é por causa daquela vez que me pediste para te comprar um chocolate e eu esqueci-me.
Eu bem que tento fugir dos chocolates, mas eles perseguem-me. Não tenho a culpa.


O cúmulo da gula

É comprar chocolates em miniatura para os meus colegas, mas comê-los todos antes de os distribuir.

testosterona a mais

Isto de trabalhar só com homens está a pôr-me a falar... à homem. 
Noutro dia dei por mim a dizer a gaja é boa ou não? entre outras pérolas da língua portuguesa, quando um deles diz pareces um de nós!
Não sei se ria ou se lamente.

trabalho é trabalho

Escondendo-me cobardemente atrás do meu pseudónimo, tenho de partilhar a parte mais insólita da minha profissão. Os nomes marados que me passam pelas mãos.

Quitéria Rato
Liana Sintra
Adérito Fialho
Albertino Agostinho
Amadeu Cação
Virgínia Brunheta
Abraao Rego
Nolasco Ramalheiro
Pinheiro Grilo
Cosme Damião

De onde estes vieram há muitos mais.
Aviso já que se me descobrirem a careca apago tudo.