e vão dois

Um dia, estava eu grávida há 5 minutos da nossa rapariga (não era há 5 minutos ok? Mas era de poucas semanas), fomos a um jantar e ficámos à frente de um casal que tinha acabado de ter o segundo filho.
Eles não sabiam que estávamos grávidos mas pareciam bruxos.
Basicamente disseram que a vida tinha acabado, que com um filho é o descanso e com dois é o fim, o caos, a desgraça. Que era o voltar às fraldas, que ninguém dormia e que ainda havia o primeiro filho para cuidar e que mais valia ficarmos quietinhos só com um.
Olhei para o meu homem e pensei "caneco, onde é que eu me fui meter que isto agora já não dá para devolver".
Hoje, mãe de dois há quase um mês vos digo: eles tinham razão!!!
Quer dizer, numas coisas penso que sim, noutras acho que depende de muitos factores.
É verdade que uma pessoa anda a bater com a cabeça nas paredes com as noites mal dormidas (e as minhas são, definitivamente, mal dormidas). Uma pessoa acaba de adormecer a mais nova e aparece o mais velho aos saltos na nossa cama a dizer JÁ ESTÁ DE DIAAAAAA!!!! Uma pessoa tem de gerir birras do mais velho, dar de mamar à mais nova, lidar com as hormonas malucas e mais não sei quê. Uma pessoa basicamente anda um trapo.
Mas, é altamente o cheirinho de um recém-nascido. É bom vermos o mais velho a dar beijinhos e festinhas na irmã. É bom ter dois amores destes.
No primeiro tudo é novidade. O medo é maior. O stress, as dúvidas. Vem tudo junto. É uma avalanche.
No segundo já sabemos como funciona. O verdadeiro desafio não é cuidar do bebé. É gerir tudo. Gerir sentimentos, birras, chamadas de atenção. É uma estafa, basicamente.
Uma coisa é verdade. Tudo passa. As noites um dia serão melhores. O mais velho adaptar-se-á.
Estes desafios irão transformar-se noutros.
É uma roda-viva.

10 comentários:

  1. É sem dúvida tudo isso e muito mais, é perceber o quão gigante é a nossa capacidade de amar ( e de stressar também!) mas sobretudo viver em duplicado a alegria de ser mãe. Beijinhos

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    1. É tudo a duplicar, principalmente o amor, que não se esgota.

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  2. daqui fala uma filha única que quer 3 filhos, não posso não quero e não consigo acreditar nisso (sñ nem ao primeiro me proponho!!) :) imagino o vosso desespero às xs mas acho que não deve haver nada melhor do que vê-los crescer juntos e ser filho único é terrível. agora é um turbilhão mas o tempo ajuda e não tarda gerem isso tudo com uma perna as costas! beijinhos e felicidades * p.s.: espero que a batata-frita-lady tenha uns diálogos tão bons como o irmão ahahahah

    http://justknowingmeknowingyou.blogspot.pt/

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    1. Claro que é bom, mas como tudo, tem momentos menos bons e outros espetaculares. Mas faria tudo outra vez, sem dúvida.
      Sem medos Cailin! :D

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  3. Cheguei a estar a dar de mamar à bebé e a irmã que tinha dois anos, agarrada às minhas pernas a charmar a atenção da melhor maneira que conseguia e a dizer, "vá, anda, quero ir fazer chichi, põe-me a fazer chichi" e o chichi a correr-lhe pelas pernas abaixo, e eu com a outra agarrada à mama... Mas é mesmo verdade, vai tudo melhorando, vamo-nos todos ajustando e no fim, é uma alegria imensa. Se te animar, posso dizer que ao terceiro já nem parece tão mau. Já sabes o que esperar.
    Felicidades!

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  4. É verdade. E eu cá acho que o recém nascido não dá trabalho nenhum, e se não fossem a maminha de noite então é que o trabalho era quase nulo. O difícil é como dizes a gestão dos dois. Esta noite um com febre e outro a mamar esta a casa às 5 da manhã era uma verdadeira animação. E uma pessoa anda perto de um trapo, é verdade, mas estou a adorar ser mãe de dois e o Baby é um doce que já deve ter percebido que a mãe anda a mil. Beijinhos e tudo a correr bem

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    1. Bem, as minhas noites são bem mais puxadinhas, mas sim, quem dá mais trabalho é sem dúvida o mais velho.
      Tudo a correr para vocÊs também!

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  5. Literalmente, as maravilhas da maternidade!
    Se calhar os bébés cheiram tão bem para controlar as nossas feromonas!
    Nunca tinha pensado nisso!
    (diz a que não tem filhos e snifa os filhos alheios como se fossem coca quando ninguém está a ver...)

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    1. Também adoro o cheirinho. Essa teoria é boa!

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