tenho 3 filhos

Hora de dormir.
Batata-frita-pequena já está no beliche, à minha espera e chama-me mãeeee mãeeee Ó MÃÃÃEEEE!!!
Chego lá e está por baixo do edredon.
Destapo-o.
Ele não está lá, é uma almofada a fazer de batata-frita-pequena.
E enquanto ainda estou a perceber que aquilo é uma almofada, salta batata-frita-pequena e batata-frita-pai-que-na-verdade-é-o-meu-filho-mais-velho da cama de cima e pregam-me um susto.
É por isto que não preciso do terceiro filho. Ele já existe!

batata-frita-mãe, a perder guarda-chuvas desde... sempre.

Tenho uma relação de amor/ódio com guarda-chuvas.
Eu adoro-os, adoro ter um guarda-chuva giro, mas é certinho que o perco.
De cada vez que lhes dou uso, deixo-os sempre em algum sítio. Na casa de alguém, num café, na escola dos meus filhos, numa estação de serviço, eu sei lá.
Já tive desgosto atrás de desgosto.
No último que tive, investi na qualidade. Era feio como tudo, mas espetacularmente forte. Não havia cá ventosga que o derrubasse. Era um guarda-chuva à prova de Hércules.
Deixei-o num café em Odivelas. E porque não voltar a essa bela localidade que é Odivelas, perguntam vocês. Nada contra, minha gente. Mas é que fica longe para caraças da minha área. A modos que parece-me algo idiota fazer kilómetros para recuperar um guarda-chuva de 15€.
Assim, e depois deste trágico episódio pelos subúrbios de Lisboa, jurei a mim própria nunca mais afeiçoar-me a guarda-chuvas. Fui ao chinês e comprei três. Muito feios. A 4€ cada.
Hoje é um bom dia para lhes dar uso.
E, provavelmente, perder mais um.

ter filhos agasta uma pessoa

A única altura do dia em que eu domino minimamente a minha televisão é ao final do dia, quando já não há ninguém aos pinotes para ver o Jake e os Piratas.

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Acordo com a mais nova às CINCO E MEIA da manhã. Ponho-lhe a chupeta e adormece outra vez. Já eu, não consigo adormecer. Quer dizer, começo a entrar noutra dimensão passados uns 40 minutos, mas aí ela desperta outra vez, pelo que não vale a pena criar mais ilusões e render-me ao óbvio: não dormirás mais. Fazemos a nossa rotina matinal e quando finalmente a vou deitar para a sesta da manhã, acorda o mais velho. Saio de um turno e entro noutro.

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E quando pensavas que a infância era um período encerrado na tua vida, voltas a ser criança. O teu filho pega-te os piolhos.

10 meses

E de repente estamos quase nos 12 meses.
E, também de repente, a bebé que sorria, fazia algumas gracinhas e pouco mais, saiu da toca.
É dançar, é palrar, é trepar por todo o lado. O ginásio dela já foi à vida, começou a colonizar o resto da sala num instante, pelo que nos rendemos ao óbvio: é deixá-la andar pelo chão.
Não gatinha, mas movimenta-se à maneira dela. Chega onde lhe interessa.
E se o irmão era um bebé/boneco bem comportado, ela é charmosa e tempestuosa.
Anda a dar-me outra vez trabalho com as sestas, mas acho que com o começo da escola as coisas podem melhorar.
Gosta de rambóia e de outros miúdos. Fica num mega excitex quando se vê fora de casa e é um trinta e um para a acalmar.
Adoro vê-la a crescer e anseio pelo Verão, em que conto andar a correr atrás da pançuda e do lingrinhas.

diálogos

No Domingo fomos andar ao pé da praia. Eu a empurrar o carrinho de batata-frita-baby. E batata-frita-pequena a andar de bicicleta.
Metade da cidade de Lisboa lembrou-se (e bem) de correr nessa manhã. E era vê-los passar.
Batata-frita-pequena achou por bem dar apoio moral e, a dada altura, gritou para um grupo que ía a correr:
"FORÇA NAS CANETAS!!!".

este post é sobre alimentação saudável (no final, até é)

As mulheres são as piores, no que toca a espetar facas nas costas umas das outras. Nada de novo, portanto.
É preferível espetar facas nas costas de outra mulher, do que num homem, mas qual é que é a dúvida?
Tenho pena da Carolina Patrocínio e dos comentários que tem de ouvir. Mas, na verdade, tenho ainda mais pena do cérebro (ou da falta dele) de almas que comentam.
A última pérola que li foi qualquer coisa como "está estranha e disforme. Eu, com 4 meses tinha mais barriga do que ela aos 7 meses".

Então, resumindo:
- Uma grávida quer-se com, pelo menos, 30 kgs a mais.
- Não pode fazer desporto. Se fazia desporto, tem de parar. Atleta? Atle... o quê? 
- Se parecer minimamente em forma, há que parar e ficar de cama a meter feijoada na veia. E nem pensar em mostrar fotos da barriga. Isso é um insulto para as grávidas e, porque não, para a humanidade!
- Bons genes? Metabolismo acelerado?... Queres levar um estalo?
- Alimentação saudável?? É regra e está escrito em todos os manuais carimbados pelo Santo Oficial da Sabedoria que uma grávida tem de comer por dois. Se forem gémeos, por três. E por aí fora. E esquece aquela cena que tem ponteiros e um K e um G (sshhhhhh! É a balança!!!)
- Se por acaso se vê uma grávida que, por sinal, não parece grávida, continua com pernas e braços esguios (pior, se vista de costas não parece definitivamente grávida) é fazer queixa. Não, é fazer uma página no facebook a dar conta da situação, que em praça pública é que se faz justiça e se dizem as verdades.
- Tem de ter barriga. Se não tem barriga, então é porque não merece o estado de graça. Merece é um tareião bem dado. E uma página no facebook.

Cérebros disformes, deixem a mulher em paz.
Façam análises. Baixem o colesterol. Tomem danacol. Inscrevam-se no ginásio. Larguem o facebook. Trabalhem mais. Comam sopa à noite. Bebam batidos verdes.

o humor parvo runs in the family

À noite, alugo o "Diana" e atiro-me para o sofá.
Batata-frita-pai passa por mim e diz "não quero ser desmancha prazeres, mas ela morre no fim".