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ter dois filhos tão diferentes

Ela é "cheguei e vim para ficar".
Circula pela casa e entretém-se por breves minutos sozinha ou a melgar o irmão.
No parque, alucina com o escorrega e com o baloiço. Tenta trepar sozinha pelo escorrega acima. Se por acaso alguém lhe passa à frente ou a chateia, ela empurra.
Se ouve música, começa logo a abanar-se e vai puxar o irmão para dançar com ela. É uma festeira. Não percebo a quem é que sai. Juro.
Se um adulto lhe dá uma ordem, ela refila.
É uma alucinada, sedutora, doida varrida.

Ele é "cheguei, mas façam de conta que não estou aqui".
No primeiro ano e meio de vida não me largou a saia. Era impossível cozinhar ou mexer-me. Tinha-o sempre agarrado às minhas pernas e chorava se eu virava costas.
No parque, até se aventurar no escorrega foi uma sorte. Se por acaso alguém lhe passava à frente ou o pisava, amuava e olhava para mim em desespero.
Observa, calmo e ponderado, a agitação. Não gosta de dançar, nunca gostou e fica atrapalhado.
Se um adulto lhe dá uma ordem, ele cumpre na maior parte das vezes.
É sensível, meigo, responsável.

elas andam aí e despertam sentimentos queridos (cuidado)

Há uns dias, na sala de espera do ginecologista, vi-me rodeada de grávidas.
Juro, parecia uma emboscada.
Ou então - talvez o mais provável - era elas estarem à espera de consulta.
Adiante.
De repente bateu aquela nostalgia da gravidez, a saudade de estar grávida.
E logo depois pousei outra vez no planeta Terra e seguiu-se esta linha de raciocínio: a mente feminina é parva e sofre de amnésia crónica.
Uma pessoa - eu - engravida; apanha um susto e fica de repouso algumas semanas; enjoa fortemente durante metade da gravidez (na outra metade tem azia); apanha varicela do filho mais velho; sofre de distúrbios corporais menos agradáveis; deixa de conseguir calçar-se; tem contracções que lhe perfuram a alma antes de levar a epidural...

... e tem saudades de estar grávida?????

E depois a conclusão: é amnésia*.
É por isto que se tem mais do que um filho.

* Cuidado com ela!

as perguntas tcharã

Eu sou daquelas chica-espertas que diz que vai explicar tudo aos filhos e que não há cá floreados nem cegonhas.
Mas, já não é a primeira vez, cai-me tudo quando ele faz as perguntas tcharã.
Isto faz-me pensar que, por mais que me prepare para o embate, ficarei sempre à rasca perante este tipo de perguntas.
As perguntas tcharã são os clássicos "como é que se fazem os bebés" ou "como é que os bebés nascem" ou "quando morremos vamos todos para o céu?" (OMG, já estou a hiperventilar...)
Prepare-se quem não tem filhos, ou quem tem só bebés, isto um dia toca a todas. E por mais à frente que uma pessoa seja, pode sempre ser surpreendida (ou surpreender-se).
Apesar de muitas vezes ser apanhada na curva com perguntas tcharã, há uma coisa que nunca me passa pela cabeça: mentir. Não é preciso mentir a uma criança (e na verdade, não é preciso mentir nunca a ninguém). Não se trata de contar a verdade como se estivéssemos a falar com uma pessoa de 30 anos, mas também não é preciso fazer um discurso à totó.
No fim, somos sempre apanhados se mentirmos e a verdade acaba por ser sempre o melhor para todos.
A primeira pergunta tcharã que eu ouvi foi aos 2 anos e meio "mãe, por onde é que a mana vai sair?". Eu não estava à espera, achava que antes dessa viriam perguntas mais básicas, mas não, o puto apanhou-me.
Fiquei atrapalhada, não disse nada de jeito, mudei de assunto. No dia seguinte abordei a questão e ele voltou a perguntar. E eu expliquei que os bebés podem nascer de duas maneiras. Pelo pipi ou pela barriga. Depois fiz 1274534 filmes na minha cabeça, ai o que é que o puto me vai perguntar a seguir? Mas ele só disse "está bem". E foi assim, contentou-se com essa resposta por alguns meses. Um dia voltou a perguntar e eu voltei a explicar.
Há uns dias veio a pergunta "mãe, como é que a mana entrou na tua barriga?". E eu hiperventilei mais um bocado e respondi que para fazer um filho é preciso amor. Que o pai mete na barriga da mãe uma semente que vai à procura da semente da mãe. Quando as duas sementes se encontram, forma-se um ovo que se vai desenvolver até se transformar num bebé.
Sim, fiz copy paste do livro :DD

sabes que és uma nódoa quando...

- te esqueces que hoje era dia de levar o trabalho do dia da mãe. Voltas para casa depois de deixares os teus filhos na escola, para improvisares alguma coisa.

- consegues improvisar algo engraçado. No entanto, quando voltas à escola, cruzas-te com a educadora da mais nova que ao ver-te entregar o trabalho do mais velho pergunta "então e o trabalho da sua filha?".
Yeap, esqueci-me que tenho dois filhos e só fiz o trabalho para um.

- vais buscar os teus filhos à escola.
Vais buscar a mais nova à sala dela. Depois, vais buscar o mais velho. A educadora do mais velho olha para ti e diz "mas... ele foi à natação. Hoje é dia de natação, tem de vir buscá-lo mais tarde, lembra-se?".

batata-frita-baby, a bebé exorcista

A nossa estimada rapariga de quase 1 ano anda a apurar a personalidade.
Eu bem que tinha um feeling que esta ía ser lixada. Algo me diz que vai dar luta, que vai ser dura de dar a volta.
Adiante, parece que aquele marco de crescimento espetacular que é a ansiedade de separação chegou um bocado tarde, mas chegou. E de que maneira. Instalou-se cá em casa. Ou melhor, nos meus tímpanos.
Toooooooodas as noites quando a deito tem chorado. Mas chorado a valer. Tipo bebé exorcista. Tipo, gritos e choro desenfreado.
Quando chego ao quarto na tentativa de a acalmar, cala-se por artes mágicas, deita-se e fica quieta. Se saio, levanta-se (parece que tem molas no rabo, juro) e começa outra vez.
E estamos nisto uma hora, com sorte, duas horas.
Durante o dia, se a ponho no chão e viro costas, vira exorcista outra vez.
Basicamente, deixá-la um segundo para me coçar é motivo para choro.
Batata-frita-pai teve uma epifania e sugeriu montar um espantalho com roupas minhas junto à cama dela (sim, ele estava a ser sincero; sim, eu divido a minha vida com este homem) e dei por mim a pensar nesta ideia por meio segundo.
Mas rapidamente relembrei que nestas cenas o meu homem é bem intencionado, mas não é lá muito iluminado.
Eu farto-me de atirar para o ar a ideia de xanax para toddlers e bebés (aqui, aqui, ou aqui...), mas ninguém me ouve.
Esta sim é uma ideia perfeitamente racional.
Enfim.

ter filhos agasta uma pessoa

A única altura do dia em que eu domino minimamente a minha televisão é ao final do dia, quando já não há ninguém aos pinotes para ver o Jake e os Piratas.

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Acordo com a mais nova às CINCO E MEIA da manhã. Ponho-lhe a chupeta e adormece outra vez. Já eu, não consigo adormecer. Quer dizer, começo a entrar noutra dimensão passados uns 40 minutos, mas aí ela desperta outra vez, pelo que não vale a pena criar mais ilusões e render-me ao óbvio: não dormirás mais. Fazemos a nossa rotina matinal e quando finalmente a vou deitar para a sesta da manhã, acorda o mais velho. Saio de um turno e entro noutro.

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E quando pensavas que a infância era um período encerrado na tua vida, voltas a ser criança. O teu filho pega-te os piolhos.

eles

Ele
A meio de um raspanete, faz sorriso pepsodent e abraça-se a mim.
Tento conter o riso e continuo a ralhar.
Ele abraça-se outra vez a mim. E outra vez e outra vez.
É tramado quando eles descobrem a manipulação.

Ela
Passa a vida a virar-se de barriga para baixo. E a tentar agarrar coisas que estão à frente dela.
É outra novidade recente: agarrar, estudar e passar de uma mão para a outra.
Está bastante constipada e é uma seca ter um bebé tão pequeno doente.

xanax ASAP

A nossa rapariga continua uma calmaria e simpatia durante o dia.
Levo-a para todo o lado, está sempre na maior. Sorri para toda a gente.
Mas à noite... à noite transforma-se.
Deito-a depois de mamar. Adormece profundamente, mas acorda 40 minutos depois como se a estivessem a matar. Dou de mamar outra vez e adormece. Acorda outra vez e outra vez e outra vez (umas 6 vezes), sempre a mostrar a potência dos pulmões.
E percebê-la? Já está de estômago cheio. Não tem calor nem frio. Será que sonha que o Benfica não ganha outra vez o campeonato? Ou que a data da vacina se aproxima? Ou que lhe vou dar outra vez sopa?
Não sei, não sei. Eu queria saber, a sério.
Só perto da meia-noite é que cai em sono profundo. Depois acorda às 4:00, às 6:00 e às 8:00 para mamar.
Pontualidade britânica deveras irritante.
Sai um xanax versão baby ASAP.

Um aparte:
- paizinhos de primeira viagem que têm um bebé que dorme a noite toda: não sabem a sorte que têm.
Isso é o euromilhões. Aproveitem masé.
- paizinhos que têm mais do que um filho, sendo que desde cedo todos dormem a noite inteira: odeio-vos.

pais em modo cérebro em água

A mãe
Vou levar batata-frita-pequena à escola. Em modo zombie, passo a escola sem reparar.
Ele: Mãe... Enganaste-te no caminho...

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O pai
Visto-o de manhã. Sei que tem ginástica, por isso ponho-lhe os calções por baixo das calças.
O pai leva-o à escola.
Chegados à sala, a educadora pergunta "então e os calções da ginástica, pai?". O pai desnorteado "o quê? Calções? Como assim? O quê? Como? Quando?".
Batata-frita-pequena intervém "pai... estão por baixo das calças...".

hoje

Hoje apetece-me fazer birra. Hoje o dia é meu.
E não vou finalizar com um "mas vale tanto a pena".
Escrevo aqui para não descarregar no resto do agregado familiar. Se bem que o meu cérebro hoje está tão danificado que acho que não teria energia para me chatear com nada. Hoje estou em piloto automático.
Foi uma noite animada. Tenho um recém-nascido outra vez em casa! Que acorda de 2 em 2 horas para mamar! Espetacular.
E depois quando, pelas 7:00 lhe dou de mamar e a deito pela 27554 vez, acorda o mais velho que implora que eu (e não o pai) o leve à escola. Ok, eu levo.
Vale a D. Amália que hoje está cá a limpar a casa. Rifo-lhe a minha rapariga e vou comprar café. Aproveito e tomo um também. Pergunta a senhora "quer um de intensidade 11 ou 12?".
"Há de 20?".
Faço uma pausa mais longa do que é suposto quando ela me pergunta se quero fechar a conta antes ou depois de tomar o café, que denuncia o lamentável estado em que a minha massa cinzenta se encontra.
Faço o resto das coisas que tenho para fazer em modo zombie e volto para casa.
E como hoje tenho a D. Amália para tomar conta da minha rapariga, vou deitar-me um bocadinho, mas como sempre, durante o dia não consigo dormir. Sai um xanax para todos!
Vou buscar batata-frita-pequena à escola e sorrio quando o vejo. Há uma cena qualquer quando o vou buscar à escola e bato os olhos nele, parece que tomo uma espécie de cápsula da felicidade. Isto é piroso mas é verdade.
Vamos lanchar e ele pergunta-me porque tenho os olhos cinzentos (olheiras) e eu respondo-lhe que é porque não dormi bem. Ele diz-me para eu beber leite à noite que aí vou dormir melhor de certeza.
E é assim, anseio fervorosamente pela minha noite. Não vale a pena pôr o pai de serviço, eu acordo na mesma. Por isso que se lixe que isto um dia há-de melhorar.


pensamento do dia (a propósito das minhas noites espetaculares)

Se há coisa injusta na amamentação é calhar sempre a nós levantar à noite para dar de mamar. E ver OUTROS a roncar mesmo ao lado.
Já comentei com o meu homem que ando a ficar senil, que acordo sobressaltada a meio da noite, sem saber se dei ou não de mamar, se a pus na cama dela ou se a deixei na nossa. Sempre preocupada se rebolei para cima dela. 
Sim, estou a dar o tilt. De maneiras que vou comunicar ao macho mais velho cá de casa que vai entrar ele de turno, que eu quero roncar como ele.
Não tem mamas, mas tem leite congelado ou aptamil.
Fui.

as birras

Ah as birras... Esses momentos espetaculares despoletados por cenas várias e que fazem inevitavelmente parte da nossa vida quando decidimos ter criancinhas.
Lembro-me de assistir a cenas, antes de ser mãe, e de ficar com muito medo. De achar que aquilo seria o meu fim, que horror, coitados dos pais e como é que eu um dia vou fazer quando acontecer comigo.
Cuspir para cima também acontece a toda a gente, é um clássico. E eu cuspi muitas vezes.
O meu mais velho não é dado a grandes neuroses. É fôfo, gozão, porta-se razoavelmente bem. Sim, é uma jóia de puto. Mas... quando se passa... passa-se.
Ontem de manhã não quis sair da cama. O pai tentou acordá-lo diversas vezes. Eu ainda estava no vale dos lençóis depois de uma noite do demo (cortesia da mais nova) e não dei por nada, a não ser quando me levantei e assisti à cena.
Então batata-frita-pequena ainda não estava com vontade de sair da cama e passou-se da marmita. Não queria vestir-se para ir para a escola, não queria comer, tudo com grande drama e choro e gritos. 
Quando me viu, embirrou que queria que eu lhe desse os cereais à boca (com o pai em stress atrasado para uma reunião e a querer sair de casa daí a 3 minutos; com a mais nova a acordar naquele momento e a querer mamar; e com os senhores das obras - obras em casa, don´t ask - a tocarem à campaínha). 
Fora de questão, disse-lhe que tinha de comer os cereais sozinho ou então levava o pacote de leite para beber pelo caminho.
Mais choro porque tirei eu a palhinha do plástico do pacote de leite e não podia ser eu, tinha de ser ele.
Por esta altura já eu estou a aquecer, já está o pai em ebulição.
Não comeu nada, foi para a escola a chorar. Drama, drama, drama.
À tarde fui buscá-lo à escola, ainda com a mente toldada pelo sentimento de culpa de não conseguir ser eu a despachá-lo de manhã.
Estava a brincar, feliz da vida.
Perguntei-lhe porque tinha feito aquela birra de manhã. "Porque queria ficar a dormir mais um bocadinho".
Expliquei-lhe que o problema estava em deitar-se tarde, que não podia ser.
Disse-me "mãe, amanhã não vou fazer birra". 
E não fez. Hoje acordou em modo certinho e assim foi para a escola. Como se nada se tivesse passado.
Ficam os cabelos brancos desta aqui e os neurónios queimados.
A brilhante conclusão é que, se queres filhos então hás-de ter birras. É inevitável.
Mas sobrevive-se. Com alguns cabelos brancos e neurónios queimados, vá.
E no fim o saldo é positivo sim senhora. Não é um cliché.
Ah, a maternidade...

cabelos e dormir

Pois que eu sabia que isto ía ter um fim.
Eu, que nunca tive um cabelo pantene, já adivinhava que era sol de pouca dura. Que passados 3 ou 4 meses ía cair como se não houvesse amanhã e que ía voltar a ser a mesma seca de cabelo de antes.
O meu cabelo cai a toda a hora. Há cabelos em todo o lado. Na minha roupa, na minha cama, no chão da casa, no carro, na máquina da roupa, nas mãos da nossa rapariga (que adora fazer escalada no meu cabelo).
Pior, sei que não vai parar em breve. Pelo menos mais uns 2 ou 3 meses. É o que diz o Baby Center do Brásiu.
Falando no Baby Center, hoje não pude evitar uma gargalhada quando li na minha caixa de email:
"É verdade que menina dorme melhor que menino?".
Obviamente que não é verdade. Era bom, era.
"Nenhuma das pesquisas indicou que um sexo durma melhor que o outro".
Falando nessa coisa espetacular que é dormir, ontem eu e o meu homem comentávamos que quando batata-frita-pequena tinha 4 meses fomos de mini-férias. E que nessas mini-férias pela primeira vez ele dormiu 13 horas seguidas. E que daí em diante foi sempre dentro do género.
E a minha pergunta é: porque é que tu, batata-frita-baby, não aprendeste isto com o teu irmão?

hoje

Ontem adormeci a más horas.
Acordo às 2:00 porque ela quer mamar.
Acordo às 4:00, com batata-frita-pequena a chamar aos gritos MÃEE MÃEEEEE!!!
Fui a correr "o que foi, o que foi??" e a personagem responde "dá-me uma fralda". E foi isto. Voltei para a cama a dizer mal da vida.
Acordo às 6:00 porque ela quer mamar.
Acordo às 8:00 porque o despertador toca e porque é dia de vacina dela.
Engulo uma espécie de pequeno-almoço, acordo-a, dou de mamar outra vez e levo-a para o centro de saúde.
Ninguém chama pelo nome dela, por isso vou falar com a enfermeira que me diz "ela estava marcada para as 9:10". "Desculpe, mas aqui na folha diz 9:50, quer ver?". Então abro a folha e vejo 9:10.
Faço um sorriso amarelo e peço desculpa.
Depois da vacina levo-a para casa e deito-a. Ela dorme duas horas. Eu deito-me na minha cama, fecho os olhos e penso "ah que fixe. Vou dormir". Viro-me para um lado, viro-me para o outro.
Não consigo dormir. E então invejo-a no seu sono profundo. A ela e ao senhor meu marido que adormece sempre em 30 segundos.

as férias

Ela está cada vez mais gorda e comprida. Mama muito mais vezes por causa do calor.
Ele está mais magrinho. Não pára quieto.
Ela olha para ele e ri das palhaçadas que ele faz.
Ele vibrou quando molhei as pernas da irmã na piscina.
Se alguém se aproxima não desampara a loja. Fica a guardar o tesouro.
Ela cresceu nas suas habilidades. Aprendeu a virar-se de barriga para baixo. Palra muito. Aprendeu a gritar (yay...).
Ele ficou expert em mergulhos e, acompanhado de amigos e primos, não nos ligou nenhuma.

Agosto era suposto ser um mês sossegado, mas fartámo-nos de passear para norte e para sul.
A logística de viajar com um bebé é uma ginástica. Dispenso fazer malas. Mas, ao segundo filho e com uma bagageira que não dá para muito, chego à conclusão que o melhor é viajar com o mínimo.
O saldo é imensamente positivo, apesar de estar a precisar de férias das férias.
E o que importa, no fundo, é um dia olhar para trás, para as fotografias. São as memórias que ficam.
Isto se sobreviver algum neurónio :D

eles

Ela começou a dar gargalhadas. Incrível a injecção de amor só por ouvir um filho a rir pela primeira vez.
Ele fica enciumado quando vê outras pessoas de volta da irmã. Quer tomar conta dela, nem pensar em ter alguém a meter-se.
Ela está uma bucha. Doem-me as costas todos os dias.
Ele às vezes diz-me "és linda" e dá-me um beijo na mão.
Ela não gosta de apertanços. Dispensa o sling ou o marsúpio ou andar no carrinho. Nem tão pouco gosta de andar ao colo. O que ela gosta mesmo é que a deitem numa superfície plana para se esticar e ficar a olhar à volta.
Ele noutro dia viu-me a vestir para sairmos, piscou-me o olho e disse "vestido novo?".
Ela adora espreguiçar-se. Estica os braços e as pernas e espreguiça-se como os gatos.
Ele adora que o vá buscar à escola com a irmã.

Adoro de paixão o meu casalinho piroso. 

quando te armas em mirone

Noutro dia armei-me em mirone e fui cuscar o meu filho na praia (sou tão triste, eu sei).
Sim, ele tem ido para a praia pela escola e eu fui basicamente... cuscar.
Tarefa nada cumprida e inglória: identificá-lo no meio dos chapéus azuis. Eu já devia saber que era escusado tentar perceber qual deles era, se nem no recreio da escola eu percebo...
E pelos calções de banho? Também não. Foi o pai que o vestiu de manhã, não o vi antes dele sair de casa.
Identifiquei o grupo, mas mantive-me sempre ao longe, conforme as instruções da educadora, que eu sou uma pessoa cumpridora e bem mandada.
Estive especada em pé a tentar perceber tudo o que faziam (tristeeeee) e só fui à minha vida (que é como quem diz, dar um mergulho e apanhar sol) quando se foram embora em filinha indiana. Fôfos.
Valeu o dia que estava espetacular, valeu o meu mergulho e as 3 horas de sol entregue a mim mesma.


até fico com lágrimas nos olhos pá

Hoje vesti a saia mais justa que tenho e não ficou presa no rabo. Serviu.
Agradecimentos: à amamentação, ao PT sádico e à virose que me virou do avesso a semana passada (foi uma semana tão loooonga).

A minha rapariga acordou uma, UMA vez durante esta noite. Mamou e adormeceu logo sem estrebuchar, como é hábito. Até bati mal.

Amanhã vou pisar areia. Não é areia do parque infantil. É da praia. Ai que emoçón.