6 meses

E assim de repente passou meio ano desde que pus os olhos na minha rapariga.
Lembro-me como se fosse ontem das águas a rebentarem, das contracções maléficas (não há dor física maior neste mundo, não há!), do trabalho de parto rápido, do deslumbre, da magia. De ela nascer, de olhar para ela e dizer "tão pequenina!". De pensar "até que enfim nos encontramos".
Continua igual ao irmão, são os meus gémeos.
Continua simpática. Adora fazer charme para toda a gente, em especial para o irmão. O mano é uma espécie de santidade. Ele passa e ela arrebita. Dá gargalhadas só de o ver. É uma paixão.
Não é muito comilona. Vai comendo, mas acho que por ela continuava a mamar sem sopas ou papas.
Gosta de ficar sentada na cadeira de refeição a olhar pela janela.
Está sempre a virar-se de barriga para baixo e tenta rastejar para agarrar num brinquedo. Fica muito hirta de pescoço levantado, apoiada nos braços.
Fica largos minutos a estudar um brinquedo. Olha, mexe, adora etiquetas. Passa de uma mão para a outra e tudo outra vez.
Sorri sempre para a foto, sem eu dizer nada (gajas...).
A maior luta continua a ser as noites. Não há nada que mude isto. Estamos a implementar um novo método. Se resultar, eu conto. Se não resultar, acho que vou pirar.
Há dias menos bons em que eu penso "no que eu me fui meter". Mas no final do dia adoro o meu casalinho piroso, sou muito vaidosa com as minhas crias. Adoro andar de mão dada com o mais velho e vou adorar um dia andar com um em cada mão.

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