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o primeiro dia do resto das nossas vidas

Há uns dias atrás fui levar batata-frita-pequena à creche e reparei numa mãe que tinha deixado há minutos o seu miúdo, curiosamente na sala do meu. Era o primeiro dia. A mãe estava nervosa. Perguntava a auxiliares e à directora e agora o que é que ele está a fazer? Mas está encostado à parede? Mas a chorar? Está a brincar com alguém?. Era muita angústia que primeiro me fez sorrir de compaixão ao lembrar-me do nosso primeiro dia (já passou 1 ano!), mas que depois me deu vontade de ir ter com ela e dizer-lhe vai ficar tudo bem! 
Não fui dizer-lhe isso, nem isso nem nada, preferi ficar na minha e respeitar o espaço dela.
Acabaram por convencê-la a ir tomar um café ou às compras ou a outro lado qualquer, que é como quem diz acalma-te mas é, ao que a mãe saiu, cabisbaixa e nitidamente com o coração nas mãos.
Não faz sentido rir disto, não tem graça nenhuma. Todas nós já passámos por isto ou vamos passar e, sejamos sinceras, não é nada agradável, mesmo que corra tudo bem.
Eu não chorei, mas fiquei com o coração do tamanho de uma ervilha. Apesar de ter sempre presente que era a melhor decisão. Foi uma escolha nossa.
Uma coisa eu posso dizer ou escrever a quem me lê. Tudo isto inevitavelmente faz parte. É como quando soltamos o pássaro pela primeira vez. Dói. Custa. Mas a longo prazo ficamos todos bem. Os miúdos ambientam-se, fazem amigos, participam em projectos de grupo, é todo um mundo novo que de repente ganham.
Ficamos espantados por afinal comerem sozinhos, por fazerem a sesta com os outros meninos, por obedecerem no que não obedecem em casa (!). É uma descoberta para eles e para nós.
E no final do ano lectivo olhamos para trás, para o primeiro dia, e percebemos que afinal nem foi tão mau como pensámos que ía ser.
Coragem*.

a creche

Não estava programado ter posto a minha cria aos 19 meses na creche. Queria guardá-lo mais tempo, tardar no processo de transição para a creche. Mas, num feliz acaso decidimos à última da hora pô-lo no ano lectivo que passou. E foi a melhor decisão que podíamos ter tomado.
O saldo é muito positivo. Há amigos novos. Fala-se muito mais. Há mais independência. Há todo um mundo novo para além da redoma de mel que o guardava.
Doenças foram muito poucas, felizmente. Tivémos sorte. 
Lembro-me do primeiro dia, em que o deixei a chorar e vim embora com o coração do tamanho de uma ervilha. A esse dia seguiram-se mais alguns, mas não tardou em fazer um mega sorriso para a educadora e a abraça-la todas as manhãs, sem medos e angústias.
Hoje trouxe para casa o dossier do ano que passou e amei cada foto, cada texto. E perceber pelas fotos como cresceu!
Olho para trás e não me arrependo nem um bocadinho. 

creche

Não há coisa melhor que levar a nossa criança à creche de manhã e ela correr para o resto da criançada sem olhar para trás.
Maravilha.

carnaval

Hoje saboreei pela primeira vez a arte da competição entre mães.
Conforme a demanda da creche, tive de desencantar uma máscara para o Carnaval para batata-frita-pequena.
Lembrei-me disto ontem à noite, estava eu no sofá a vegetar, que tinha de a entregar HOJE.
Então toca de arrastar batata-frita-pai para o processo e, com a sua ajuda (not!), fazer uma máscara improvisada. Papel, tesoura, agulha e linha. Fiz o melhor que pude.
Não fiz o melhor que pude. A verdade é que fiz tudo em cima do joelho, em 20 minutos. 
Como se não bastasse, a minha criança recusou-se a usá-la hoje de manhã.
Os putos hoje estavam todos quitados. Via-se ali dedicação e entusiasmo de quem fez aquilo, coisas que não tive. Sou honesta: achei uma seca.
Imagino a satisfação de quem criou aquelas obras. 
Eu cá senti-me uma nódoa.

do it yourself

Dizia assim o comunicado que veio da creche:

(...) solicitamos a colaboração de todas as famílias na execução de um disfarce de Carnaval, alusivo ao tema "x", que deverá ser elaborado com materiais de desperdício" (...).

O que é feito daquela cena tão fixe e que dá tão pouco trabalho de comprar uma máscara já feita no continente ou numa loja perto de si?
E depois, se é para enveredar pelos trabalhos manuais, porque é que me cortam logo o potencial criativo de super-mãe ao dizerem-me o tema e a condicionante de usar materiais de desperdício? Porque é que uma pessoa não pode fazer o que lhe dá na telha? Seja com desperdícios ou não?
E... isto é suposto ser uma coisa a ser feita entre mãe e filho? Será? A minha criança não me ajuda a fazer nada, quanto muito, ajuda a destruir.
Eu, que gabava a educadora que era das boas e que nunca chateava, já começo a ficar com comichões.

creche: balanço setembro - dezembro

Muito há a dizer sobre a creche, por várias mães que têm experiências várias.
Por aqui é tudo muito positivo. Não podia estar mais contente com o (curto) balanço.
Planeava pôr batata-frita-pequena na creche só aos 2 anos e meio, mas no começo de Setembro deste ano, não sabemos bem porquê, decidimos ir ver uma creche ao pé da nossa casa, da qual sempre ouvimos falar bem.
Gostámos, adorámos e não vimos mais nenhuma. Em 3 dias decidimos antecipar a ida da nossa cria para a creche. Ou seja, as minhas teorias foram todas por água abaixo. Batata-frita-pequena foi para a creche com 19 meses.
O 1º mês foi um martírio. O miúdo ficava sempre a chorar, apesar de a educadora me dizer que se calava pouco tempo depois de eu sair. Teve constipação atrás de constipação e uma faringite. Felizmente não passou daí.
No 2º mês já entrava pelo próprio pé e já denunciava a paixão pela colega Kika. Não teve grandes contipações ou doenças.
Hoje posso dizer que nos dias em que não vai à creche, passa a manhã a dizer o nome da educadora. Se passamos de carro ao pé da creche fica em alerta.
Quando chegamos à sala dele, dá um beijo meloso à educadora ou à auxiliar e derrete-se com a colega que, vim a saber, corresponde à paixão.
Noto grandes diferenças: está mais independente, mais sociável, fala um bocadinho mais e come sozinho (!).
Para já, estou positivamente surpreendida com o desenrolar do tema "creche", se soubesse que seria tão bom para ele, não tinha metido tantos macacos no sótão.

coisas várias

Batata-frita-pequena agora acorda antes do galo cantar, às 6:30. Não me perguntem porquê, não sei o que se passa.
Acorda a chamar mãe mãe mãe, mesmo não sendo a minha semana. Fecho os olhos e finjo que não é nada comigo. Vai lá o pai. Continua a chamar por mim e a choramingar. Oscilo entre o remorso e a preguiça. Fico a dormir mais um bocado.

Noutro dia chegou a casa com uma marca de mordidela nas costas. Não achei propriamente piada, mas pensei são miúdos, o que é que eu vou fazer? Qualquer dia é ele que morde algum. Mesmo assim perguntei à educadora se aconteceu alguma coisa. Diz que sim, que o menino Santiago se lançou para cima da minha cria e que lhe pregou uma mordidela, que quando viram já era tarde demais.
Hoje chegou a casa com uma marca nova. Começo a não achar muita piada, amanhã estou com vontade de perguntar de há cães à solta na creche.

Estamos desesperados por uma noite bem dormida, só pedimos que acorde às 7:30, só isso. Já era muito bom. Estou como as velhotas, acho que vou começar a ir para a cama às 21:00.

Até há pouco tempo tinha o hábito de dar o biberon a batata-frita-pequena ao colo à noite, antes de ir dormir. Agora deito-o na cama, dou-lhe o biberon para as mãos, dou-lhe festinhas na cara, venho-me embora e ali fica na maior a beber o leite.

A maternidade é uma cena doida. Desesperamos e amamos ao mesmo tempo.

o 1º dia

Aaaahh que dia. Que dia, senhores.
Sinto-me um passarinho, com coração de pulga, facilmente esmigalhável.
Hoje foi o 1º dia da batata-frita-pequena na creche. A reacção não foi nada que não esperasse. Agarrou-se às minhas pernas e chorou quando eu e batata-frita-pai nos viémos embora. Batata-frita-pai jura a pés juntos que não emocionou, mas sou capaz de jurar que vi aqueles olhos de adulto/menino turvos.
Eu cá me aguentei à bronca, sou assim mais para o resistente, mas saí de lá com o coração tipo caroço de azeitona, pequenino, pequenino.
Por mais que uma mãe se mentalize que não é a única a passar por isto, é inevitável a ansiedade, o coração apertado, a sensação de nada poder fazer senão esperar que as horas passem de maneira agradável para a nossa cria. E esperar também que estes primeiros tempos passem rápido e que um admirável mundo novo se abra para os olhos da minha batata-frita-pequena.
Um dia de cada vez. Inspira e expira.

creche

E é isto: batata-frita-pequena vai para a creche. Resisti o mais que pude, mas tudo se proporcionou para que acontecesse agora. Não andámos a ver 500 creches, vimos só uma que nos agradou em tudo. Não pensámos nisto com antecedência, calhou há uma semana atrás irmos visitar a creche por curiosidade, disseram-nos que havia 2 vagas e pensámos porque não já este ano?.
Digamos que foi uma decisão rapidamente ponderada. Tudo nesta família se faz inesperadamente, caneco.
Aos 19 meses, batata-frita-pequena começa a creche.