quando os putos nos trocam as voltas

Tínhamos um super fim-de-semana programado. Daqueles que se compram em pacotes naqueles sites de promoções. Tudo reservado, tudo preparado para rumarmos hoje a sul.
Mas ontem recebi um telefonema da creche. Que batata-frita-pequena estava murchinho ainda sem febre, mas muito apagado. 
Olhei para batata-frita-pai e pensámos no mesmo. Toca de telefonar, a desmarcar tudo e a usar o voucher numa outra altura. Felizmente deu para adiar.
Fui buscá-lo e encontrei-o deitado no tapete, a dormir, no meio do caos dos colegas a brincar na sala. Só acordou quando lhe falei ao ouvido. Abraçou-se a mim, dei-lhe 4885645 beijinhos (sou muito melosa, que fazer?) e trouxe-o para casa debaixo de uma mega tempestade com trovões à mistura.
Dormiu o resto da tarde deitado ao meu colo. Não comeu, não bebeu nada. A febre apareceu e foi aos 39º.
Vesti-lhe o pijama e levei-o para a nossa cama, coisa raríssima, mas estava tão apático que tive medo de o deixar sozinho no quarto dele.
Dormiu a noite toda. Eu não dormi a noite toda.*
Hoje... tcharã! Acordou como novo e com a pica toda. Levantou-se de repente, fez cucu, fez-me festinhas e deu-me beijinhos. Pediu leite e tomámos o pequeno-almoço juntos, como se nada fosse. Rapinou-me metade de um requeijão à colherada e foi brincar. Fiz um bolo e estivémos nas pinturas de aguarelas.
Ele está pronto para outra. Eu estou pronta para o ferro velho.

*eu gostava de entender as mães que adoram dormir com os filhos, palavra. Eu não consigo pregar olho a noite toda. Fico tensa, não consigo ficar à vontade, relaxar. Gosto de ter o meu espaço para dormir serenamente.

marmitar


Eu, marmiteira assumida, fiquei fisgada neste site. Isto tem tudo a ver comigo, de tal maneira que fiquei histérica a adicionar tudo ao carrinho de compras. No final, vi o total e... fechei a janela e fui à minha vida. Looser.

sabes que

tens um filho cusco e levado para a brincadeira quando, no final do treino do ginásio, vais ao teu saco buscar as coisas para o duche e vês o creme do corpo todo espalhado pelo saco.

a outra família

Batata-frita-pequena já tem uma família criada por si: 2 nenucos, 1 panda, 1 Uki e um monte de fraldas de pano. Antes de ir dormir, tem um ritual: anda a repescar a malta toda e leva tudo para a cama. 
E pegar em batata-frita-pequena e nisto tudo ao mesmo tempo? Se eu fosse um polvo era capaz de ser mais fácil.

oreos

Ontem foi o verdadeiro filme de terror: lavar os dentes a batata-frita-pequena depois de comer oreos.
Digamos que de cada vez que dava uma esfrega nos dentes, a escova vinha preta.

domingo

Tive um dia tão perfeito tão perfeito que ninguém me tira a cara de totó feliz que tenho agora.
Passámos boa parte do dia na praia. Chegámos pelas 11:00. Batata-frita-pequena é um radical que se atira às ondas, de maneira que fiquei com as calças encharcadas e cheias de areia. Corremos, fizémos comboios na areia, castelos e jogámos à bola.
Almoçámos também na praia. Amigos juntaram-se a nós logo a seguir ao almoço e por lá ficámos até meio da tarde. 
Batata-frita-pequena andou como gosta. De t-shirt e fralda ao léu. Sempre a brincar.
Estou em crer que a expectoração que ainda nos andava a melgar, abandonou o barco e zarpou para outro destino.
Como adoro dias assim. Dão-me cabo do corpo, mas fazem-me bem à alma.

chocolate

Hoje tomámos de assalto o Festival do Chocolate em Óbidos. Quando digo tomámos de assalto é porque partimos tudo.
Três adultos, três crianças com pouca diferença de idades. A mais nova com 1 ano, o mais velho com 3 anos. Excitação, gula, tudo junto.
Eu cá tratei-me bem com um café em chávena de chocolate (adoro), morangos com chocolate quente e uma bola de berlim com chocolate.
Mas não me volto a meter nisto a um sábado. Too many people. Filas para tudo. Para a próxima vou a uma sexta-feira.
Batata-frita-pequena adorou tudo: comer chocolate e estar com os primos é tudo de bom.