Mostrar mensagens com a etiqueta batata-frita-pai. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta batata-frita-pai. Mostrar todas as mensagens

tenho 3 filhos

Hora de dormir.
Batata-frita-pequena já está no beliche, à minha espera e chama-me mãeeee mãeeee Ó MÃÃÃEEEE!!!
Chego lá e está por baixo do edredon.
Destapo-o.
Ele não está lá, é uma almofada a fazer de batata-frita-pequena.
E enquanto ainda estou a perceber que aquilo é uma almofada, salta batata-frita-pequena e batata-frita-pai-que-na-verdade-é-o-meu-filho-mais-velho da cama de cima e pregam-me um susto.
É por isto que não preciso do terceiro filho. Ele já existe!

o humor parvo runs in the family

À noite, alugo o "Diana" e atiro-me para o sofá.
Batata-frita-pai passa por mim e diz "não quero ser desmancha prazeres, mas ela morre no fim".

Bem-vindos à minha vida

Hoje de manhã.
Eu, em piloto automático, a despachar a malta pequena.
Batata-frita-pai à procura dos óculos, pergunta-me da sala: "Sabes onde estão os meus óculos?"
Eu: "Sim, estavam aqui na entrada ainda agora".
Ele: "Mas não estão".
Eu: "Mas estavam. Mesmo agora! Juro!"
Ele: "Não estou a ver nada, não vou conseguir encontrá-los". (Drama, drama...)
Olho para ele. Ele olha para o espelho.
Tinha os óculos postos.

o tormento

Só há uma coisa pior do que ir às compras com uma mulher indecisa.
É ir às compras com o caro senhor meu marido.
Eu fujo. Tento adiar a coisa. Arranjo desculpas. Na verdade já deixei de arranjar desculpas. Digo-lhe a verdade: compras avec toi, jamé!
Não, eu não sou uma drama queen. Eu tinha uma determinada dose de paciência, mas perdi-a algures nestes onze anos de convivência. Ficou (a paciência) na loja de polos onde ele disse que só queria usar polos sem símbolos. Ou na Massimo Dutti onde ele disse que não queria aquela parka porque o capuz com pêlo (removível!!!!) era demasiado efeminado. Ou na H&M onde ele se queixou que as calças ficavam muito apertadas nas pernas.
Sim, sou casada com um homem que quando vai às compras, baixa uma gaja nele.
E perguntam as caríssimas leitoras "e tu? Deves ser bem melhor, deves".
Por acaso até sou. Eu sou aquele tipo de pessoa que entra numa loja, olha para tudo e em cinco minutos está despachada. Não há indecisões. Se há, é porque não vale a pena. É sempre a andar.
Já pensei em marcar-lhe uma sessão de personal styling, mas tenho pena. Do stylist.
Já desisti de lhe comprar roupa. Porque nunca gosta de nada e tenho de ir devolver tudo.
Por isso já desisti de oferecer roupa em ocasiões como o Natal e aniversário.
E a criatividade que é necessária para encontrar o presente ideal? É uma dor de cabeça.
Assim, e para terminar, desengane-se quem acha que as mulheres são um tormento nas compras.
Eu tenho provas, tá?

ele foi correr

Acabo de obrigar batata-frita-pai a ir fazer jogging.
Ele não corre há meses. E não queria ir.
Será que volta inteiro? Será que volta? Dava jeito.
Medo.

síndrome do ninho masculino

Batata-frita-pai acordou para a vida e chegou à conclusão que vai ser pai ao quadrado não tarda.
De repente perguntou-me "mas tu estás de quantas semanas?" e ficou com os nervos quando lhe disse que isto já vai em 34 semanas e que não é para alarmar, mas que estou em crer que mais um mês no máximo e a coisa dá-se.
Ai mas ainda não tratámos do carrinho e temos de tratar e tenho de ir ao Ikea comprar aquelas coisas que tu falaste e temos de resolver isso tudo. 
É assim. Eu ando a organizar a nossa vida há mais de um mês para não ter stresses e também porque sou uma mulher histérica a caminhar para o organizada.
Dei praí duas missões ao meu homem (porque ele leva uma vida louca e eu não quero azucriná-lo) que ele, como era de prever, foi arrastando. Mas, este fim-de-semana fez-se luz e ganhou fogo no rabo.
Agora é vê-lo a ir tratar do carrinho e a montar a cómoda.

ah que bonito que é cozinhar com criancinhas

Hoje, o pai teve a ideia genial de fazer ovos estrelados com o filho.
Eu não disse nada, mas fiquei a assistir de camarote.
Filho vira a caixa com 6 ovos porque queria ajudar.
Pai esbugalha os olhos.
Eu? Rio-me. Claro.

by Vileda

Ando a preparar as mudas de roupa para a maternidade com os sacos menos bonitos e mais prácticos que existem: os sacos de congelação da Vileda com zip. Para mim, não há melhor.
Batata-frita-pai viu os sacos com a roupa da nossa futura rapariga e perguntou:
Vais congelar a criança?

eu e ele

Depois de um dia alucinante, chegamos a casa estoirados, a horas indecentes.
Eu decido-me por uma salada das minhas. Alface, tomate, milho, maçã, ovo, cenoura.
Ele, decide-se por uma pizza gordurosa, com bacon.

Somos nós. A água e o vinho.

eu bem dizia

Depois de 2 dias de sofrimento atroz (ou de ai ai que estou tão mal, o que me foi acontecer), batata-frita-pai ergue-se das cinzas como se nada fosse e volta aos bitoques.

correr

Agora tenho um homem dado às corridas.
Eu acho muito bem e puxo por ele para correr todos os dias. Se começa a fraquejar começo logo a falar-lhe do colesterol. Gosto de o ver assim, só tenho pena que dure pouco. A cena das corridas é sempre assim: primeiro é a excitação, depois farta-se e voltamos ao mesmo.
Eu acho que correr é uma paixão que nasce connosco ou não. Às vezes é uma paixão escondida, que descobrimos mais cedo ou mais tarde. Mas quando não é uma coisa que gostamos genuinamente (que infelizmente é o caso), acabamos por deixar.
Enfim, enquanto for correndo e mexendo-se já é bom.

ele

O Senhor abençoou-me com um homem muito jeitoso, mas com alguns pormenores que me tiram do sério.
Um deles, desde sempre, é eu estar a ver (com muita vontade e concentração) uma série que gosto muito e ele interromper-me de 5 em 5 minutos com perguntas altamente pertinentes, do género "mas quem é esta?", "mas porque é que ele está a dizer aquilo?", "mas esta não era má?". Tudo atirado para o ar, nem é vontade de seguir, é apenas prazer em tentar obter informação para finalidade nenhuma (depois não volta a ver aquilo) e, desconfio, prazer em atormentar-me.
Aprendi um truque há uns anos que basicamente consiste em responder "não sei", ou quando as perguntas me começam a irritar mesmo, ficar calada e não olhar. Aí o homem apercebe-se que começo a ficar irada e não insiste muito mais. 
Dependendo dos dias, se estiver numa de me melgar, continua com as perguntas.
 

ter um homem com a cabeça na lua

Eu tenho um homem desnorteado.
Hoje de manhã, ía mesmo a sair de casa, voltou atrás e disse "Oh! Esqueci-me de comer!".

Eu, tu e o colesterol

Hoje ao almoço ía tendo um ataque. 
Primeiro estranhei o facto do meu homem estar a comer um bife grelhado e uma SALADA DE TOMATE e fiz essa observação. 
Foi então que ele me disse, entre dentes, que tinha feito um teste de farmácia ao colesterol e que o resultado tinha sido "fora do normal". 
Fiquei com a cara paralisada e deixei de mastigar o meu arroz de wasabi e camarão do Go Natural e perguntei "o que é exactamente fora do normal?...". Então disse-me, que nem apareceu um valor, que basicamente o valor de tão alto que era dizia apenas "high". 
Ora, eu, que sou pessoa que se assusta com estas cenas e me preocupo sempre com o que como, dei o 58675º sermão sobre os malefícios de um nível de colesterol elevado, que não queria ficar viúva, que ele tinha de mudar e que tinha filhos para criar. 
O pior é que sei que isto volta sempre ao mesmo. Vou obrigá-lo a ir jogar ténnis, vou pôr-lhe salada no prato todos os dias (de repente lembrei-me que ele ontem quis mesmo muito comer salada ao jantar...), vou censurar idas a marisqueiras, vou ser a Asae da vida dele, mas daqui a pouco tempo volta tudo ao mesmo.

Uma vida (im)perfeita

Eu, em tempos longínquos, fui uma pessoa muito organizada nesta vida. 
Tudo tinha uma ordem. A roupa era organizada (ainda é ahahah!!) por cores e género, a sala não tinha nada fora do sítio (isto é que já não volta a ser), o meu quarto era um santuário, a casa-de-banho tinha cremes e frasquinhos todos organizados (suspiro...). 
Quando chegava a casa, havia tempo para pôr música, pôr um incenso e cozinhar, imagine-se, a beber um martini!!! Sacrilégio!! 
Depois conheci o homem que me deu a volta ao coração e à casa. 
Caótico, muito caótico. Meias por todo o lado, roupa espalhada pela sala, moedas e chaves abandonadas pelos cantos da casa, alergia a lavar a loiça, enfim, tudo ao molho. 
Eu tinha duas hipóteses: mandá-lo dar uma volta e continuar na minha bolha imaculada ou baixar as armas e entrar no mundo dele. 
Podia dizer que tudo correu bem, que o amor é lindo e uma cabana e o coiso, mas seria hipócrita da minha parte para vocês que me lêem, leitoras do meu coração. 
Não foi pacífica a adaptação. Mudámos os dois. Eu deixei de achar que ter a vida e a casa organizada era uma prioridade. Ele, provavelmente porque se apaixonou perdidamente por mim e mais provavelmente ainda porque não me queria ouvir mais também mudou. Cedemos de parte a parte. 
De vez em quando ainda há confrontos acesos (nem tudo está na paz do Senhor), mas já não fico com os nérvus como antes. Já não me afecta ter a sala cheia de moedas semeadas por todo o lado (o meu homem parece um mealheiro roto ambulante, é um fenómeno), ter a cama por fazer ou não saber das chaves de casa. 
Ainda mais agora que temos descendência, tudo ficou ainda mais caótico. A minha sala é o Toys r us, a minha cama é uma estação de serviço de camionistas, o meu carro tem bolachas esmagadas no chão. 
A minha vida mudou. Eu mudei. Nós mudámos. 
Por vezes sinto-me estranhamente mais relaxada, agora que não tenho de ter tudo em ordem. Ainda me passo quando as coisas passam o limite do razoável, aí tento não ranger os dentes e pedir com jeitinho. Eu diria que a minha vida agora está menos programada, no entanto estranhamente, nunca me pareceu tão perfeita.

Ter duas crianças em casa é...

O pai sacar o Madagáscar 3, estarem os dois vidrados naquilo até à hora em que a criança vai para a cama.
E depois o pai continuar a ver o resto do filme até ao fim.

ter um homem com muita paciência

(e dedicado, vá...) é como quando ele sai de casa à noite em busca de um pacote de M&Ms para mim.
Que jóia de moço.

nascer com o traseiro virado para a lua

É uma expressão assim de repente meia parva, mas que tem toda a sua veracidade. E eu asseguro que isto é verdade e é possível.
Vivo e partilho a minha vida com um homem que nasceu com o rabo virado para a lua. Nove anos volvidos e ainda fico maravilhada/admirada com a sua valente sorte em tudo o que faz na vida.
Como me diz muitas vezes "a sorte dá trabalho". Isto é verdade. Mas mesmo assim, acredito que tem os astros todos alinhados e a piscar-lhe o olho todos os dias, todas as horas.
Adorava ser abençoada dessa maneira. Também sou abençoada de outras formas, é verdade, não quero cá parecer ingrata. Mas ele tem um je ne sais quoi, um brilho que toda a gente reconhece.
Só espero que isto perdure por muitos muitos anos. De preferência comigo a bordo. Até sermos velhinhos. Sempre com muita saúde e felizes.